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7 de junho de 2012

Vou e volto ao mesmo lugar.


Ainda lhe escrevo uma carta de saudades descrita com letras de lágrimas. Sonhei por tanto tempo pelo o momento adequado para trazer à tona a imensidão do nosso oceano de segredos. Pelas ruas onde o abandono se arrasta a minha alma está crucificada. Talvez não saiba, mas eu faria qualquer coisa para voltar no passado, rabiscar nossa historia, viver tudo de ruim e bom novamente.


Você não entende
Dissipa e rasga em dissimulações,
Talvez seja ainda eu que vai e volta
Na loucura de dizer e desmentir o “adeus”.



Feche os olhos por um momento e tente lembrar quanto e tantos momentos juntos, por brigas e abraços, por tapas e beijos, por concordâncias e dissonâncias, por entre o sim e o talvez, pelo o bem de agora e a incerteza do amanhã, por incentivos e privações, por ódio e desejo, por cansaço e a vontade de sair para fazer alguma coisa.

Pasmo em violência por este cd de fotografias,
Pelos apelos já envelhecidos,
Pela que ambicionamos
E será sempre uma incógnita.

Traço uma linha no tempo e lembro-me de toda a trajetória que nos trouxe exatamente aqui, tantos erros e acertos que nos fizeram crescer para aprender que sem liberdade não podemos ter ninguém a nosso lado. Toda forma de condicionar ou a tentativa de prender uma pessoa ao nosso lado sem vontade não é amor.

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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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