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27 de julho de 2012

A sina de um poeta que vive por palavras e profecias.


Indigente e avaro poeta que sou;
Rasgo versos de aflições e de alegria,
Componho amores inexistentes
E impregno a penumbra no dia a dia.
Choro de emoção e de agonia,
Suplanto sentidos profundos
Pois, minha alma jamais se sacia.
Canto supino e desafinado,
Porque meu escopo é a poesia.
Meus sentimentos são flagelos
Em arcos e álbuns de fotografias.
Contudo, tudo o que penso
Dissolve-me por amor e ironia.
Dera-me os afetos solitários
Mirados no peito sem pontaria
E fizeste de mim homem sábio
Por viver por palavras e profecias.



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