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23 de maio de 2013

Ainda virgem




Se palavras aqui não é novidade
Trago mais dez, mais cem, mais mil...
Se minha vontade é tão voraz
Perpetro nos meus medos o desafio;
Se o que tenho lhe apraz o acaso
Faço do desvario meu cano de fuzil.

Letras que te compõe,
Que te alucina, que te fascina...
Nomes compostos
Conchegados a minha poesia;
Acato teus lábios carnudos
Nas profundezas do absurdo sem rima.

Lembra que te fiz consorte
Que de outro modo sem casta...
Acena como tivesse sorte
Nos abraços que te aperta e te afasta;
Depois de tudo fiquei ainda mais forte
Pela a vontade que abrange tão devassa.







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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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