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1 de julho de 2014

Não sei, não quero saber, tenho ódio de quem sabe e de quem procura saber.






De tanto procurar; cansei.
Quando menos esperava; aconteceu.
Foi assim num dia qualquer totalmente despretensioso
Que tudo sucedeu.

Adveio em mim um sentido que nunca havia passado, Era estranho, mas era bom. Sentia meus pés bambos, um frio imenso na barriga e um calor incontrolável que vinha e quase transpassava o peito. Logo eu que não sou homem de sentimentos, fui pego na minha própria astucia de fugir de algo que um dia ou qualquer hora iria me alcançar.

Não há tempo;
Não há lugar;
Não há regras;
Não há controle.
É algo que foge a lógica do compasso, balança as estruturas e nos arremessa para onde jamais pensaríamos estar. É tão poderoso e voraz que não exista homem na face da terra que possa resistir. E por que relutamos em contrastar? Talvez porque seja natural lutar contra aquilo que nos foge a capacidade de dominar, é incontrolável, é incognoscível, é tudo aquilo que imaginamos e nunca temos coragem de assumir.

É amor? Não!
É paixão? Também não!
É tesão! Não e estar longe de ser.
O que é?

Não sei, não quero saber, tenho ódio de quem sabe e de quem procura saber.








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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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