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27 de agosto de 2014

Amei um demônio e fomos felizes para sempre.




No principio criou o amor e a razão porque a mente e o coração do homem não compreendia a sua forma abstrata e absoluta. Não havia divisões. Tão pouco, dicotomia. Tudo era apenas uma mesma coisa. Mas a ambição e o egoísmo destruíram o que era perfeito, fizeram de algo tão nobre e majestoso uma imagem daquilo que a pobreza de espírito pode definir. O que era pleno se tornou imperfeito.

Verbalizaram adjetivos,
Padronizaram a dissonância,
Designaram afetos sem compromisso
E assinaram contratos com a vaidade.

Se me entende, não sei. Resta-me apenas viver enquanto houver razoes e sentimento presos numa mesma causa. Não quero e não posso me ater naquilo que falo e não faço, que faço e não cito. Quero ecoar o canto que nasce nas profundezas da solidão para subir aos céus como aroma suave e primoroso.

Parecia um anjo,
Mas era um demônio.
Tinha um jeito doce e agradável,
Mas era um demônio.
Beijava com aroma de leite e mel,
Mas era um demônio.
Desejou-me como ninguém nunca antes
E eu amei este demônio.


Em imagem e semelhança a razão e o amor foram criados e formados, a luz trouxe vida as trevas e as trevas se regozijaram com a luz resplandecente. Não havia uma configuração entre a feiura e a beleza, pois ambas se tornavam plenas entre si. A beleza se apaixonou pelo o que a feiura tinha por dentro e a feiura amou e contemplou o que a beleza tinha por fora. E assim foram felizes para sempre. 








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