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14 de agosto de 2014

Salatiel, ou a sombra de um poeta ainda morto.




Quando penso, logo existo; é propenso, é propicio, é tudo criado no vácuo, vida brotando do absinto, é tudo tão verdade na vaidade de um deus insípido. Quando amo, logo sofro; é estranho, é como morrer e ressuscitar e descobrir que depois de tudo isso voltarei a estar morto. Quando calo, logo me tranco, me descubro, faço pegar no tranco, é como se a vida escrevesse uma nova historia em cada página descrita no livro. Quando quero, logo posso; é meu dever querer o que não devo, é insano, é profano, é santidade sagrando por debaixo dos panos.

Era ela ainda virgem que sabotava meus sentidos,
Roubava-me atenção,
Seus olhinhos era tão lindos...
Sua inocência se escondia dentro de um coração cheio de ambição,
E eu enfeitiçado a permiti sangrar e perfurar meu coração.

Lembro-me de cada momento, de cada abraço, de cada gole de café. Não me esqueço das palavras, do ombro amigo e principalmente da força que me dava quando andava cabisbaixo. Lembro-me da nossa primeira queda de avião, das nossas coleções de palitos e das mordidas que me dava na ponta do nariz. Lembro-me de cada suspirar e não quero mais imaginar que vivemos aquilo que jamais poderemos em outra vida voltar viver.










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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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