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22 de junho de 2016

Na boate

Eu olhava, apenas olhava. O olhar mirava distante e não queria nada. A musica me arrebatava para um lugar onde não tinha nada. Eu estava ali no camarote, mas minha mente viajava para onde Minh ‘alma me levava. Era uma sensação de vazio, mas era incrível. É surreal degustar whisky e ao mesmo tempo ser cobiçado. Por um instante baixei a guarda e acalmei meu instinto feroz de caçador. Enquanto isso elas me olhavam, me desejavam, queriam de alguma forma ser notadas. Mas eu nada. Como sempre a boate estava cheia de pessoas vazias, carentes e frustradas. Na verdade, tinha gente de todo tipo; pessoas que estavam na vibe da pegação, da autoafirmação e acredito que alguns estavam apenas para se distrair. Contudo, eu não estava nem ai para nada, degustava meu whisky 18 anos e pensava no que me trazia até ali enquanto as pessoas sem saber de nada me observavam. 

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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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