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8 de novembro de 2016

Lábios carnudos, ou realidade transitória.






Muito tenho para dizer, mas pouco lidou com as palavras; meus pensamentos viajam pelos os 7 mundos nas idas e voltas da minha mente. Queria muito poder tocar e beijar os teus lindos lábios carnudos. Entretanto, o silencio nos distanciou e silenciou nossos sentimentos. 

Aceito-me agora viver uma “Bossa Nova”, ou melhor, uma “Boa Nova” (...). Volto-me agora ao recinto da pobre e opaca ignorância,

Deleito-me na poesia sem acúmenes e na espera sem expectativa.

No fundo, bem lá no fundo sei que existem razões pelas quais o martelo de Nietzsche não consegue despedaçar. Não obstante desta realidade, as respostas prontas e as explicações simplórias não conseguem obturar tamanha condição.

Heráclito não disse
Mas eu entendi
Que a idolatria e o amor
Superam toda e qualquer decepção.
É um tipo de alento,
De subterfugio,
De acreditar sem entender,
De recriar para si mesmo o incognoscível.

É o dito-cujo prazer no sofrimento...

Diga-se de passagem, que apesar de minha barba estar longa e branca, ainda não consegui compreender o que move as pessoas acreditarem no apólogo de uma realidade que não permanece. Se a própria inercia é transitória e tudo o que existe está em constante movimento e transformação, o que fazem as pessoas viverem no mundo como se não mais existisse tempo?

Quem me dera ao menos uma vez estar na eternidade sentando em um banquinho e observando toda essa sinopse da matrix humana. Mas voltando ao assunto primordial, desejaria apenas beijar teus lábios carnudos (mesmo que este momento seja transitório). 









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