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26 de abril de 2017

dE SauDade ao PoVir




Hoje bateu lembranças
De um tempo que não volta mais.
De longe e ainda devagar
Vivo a vida sem desperdiçar.
Dedilho distraído acordes
Como o paladar de Cabernet sauvignon
Ensaio versos perversos
Buscando nos céus um novo tom.

Como bem sabes minha vida está fora da curva
Minha poesia longe das regras
As vírgulas ponho onde quero
E quando não quero – não faço questão.

Ainda que não acredite e critique – tenho fé!
Baseio-me no fundamento sem ritos, sem fardos e sem religiosidade.
Para o amor não existe lei
Para o amor não consiste o pecado
Para o amor tudo é valido
Para o amor não existe culpa
Para o amor a vida e a morte se unem e se perdem.

O que poderá agora mudar o povir?
Se acreditar em livre arbítrio ou em determinação – Para mim tanto faz.
Não tenho medo da morte
Não tem vontade de ir para o céu
Não tenho desejo pelo inferno
Interessa-me tão somente aqui e agora

A vida é muito curta para negociar a eternidade
A vida é muito curta para perder tempo
A vida é muito curta para não fazer valer a pena
A vida é muito curta para lamentar
A vida é muito curta para não experimentar o novo
A vida é muito curta para julgar os outros ou se culpar

Vivo o presente como uma dadiva
Como uma oportunidade de ser e fazer alguém feliz!







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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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