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3 de fevereiro de 2014

Pobre miserável pecador que sou, ou O amor que me constrange.




O pecado que me aflige
Transpassa-me o peito;
É como uma dor
De um prazer latente.
Não sei se dói porque é bom
Ou se bom porque é doloroso.
Mas, se o que fere mata;
Este pecado pode me levar à morte.
Perdi-me entre o que é santo,
E o que é profano,
O que é puro
E o que é permanentemente impuro.
E agora, o que faço?
Não sei se vivo ou se morro,
Se canto ou se choro,
Se amo ou me permito apaixonar novamente.
Sinceramente não sei!
Dizia o profeta que o pecado
É a força que leva além da vida,
É o caminho da morte,
É o xadrez da sorte...
Como chorava o rei Davi
Em seus aposentos reais,
Escrevia ele salmos
E entoava louvores...
Da mesma maneira choro,
Rasgo meu coração,
Confesso meus pecados
Mas, sem méritos de perdão.
Mas, o que influi?
São os pecados
Ou o arrependimento de coração?
Não sei se quem peca é digno de salvação.
Tenho eu vergonha do meu próprio espelho
De olhar na face da semelhança
Do grande “EU SOU”...
Não sou virtuoso!
Confesso que sou pecador!
Apesar de tudo, odeio a hipocrisia!
Não tenho medo de errar
E de confessar o que realmente sou.
Sou pior ou melhor que alguém?
Certamente não!
Mas como eu
Ninguém pode mentir para seu próprio coração.
Dera-me o prazer de pecar e não morrer,
Mas, isso não é possível.
O caminho estreito é mais difícil,
A renuncia não quer abrir mão de algumas coisas,
Escrevo, choro, penso...
Devo abrir mão da minha própria vida?
Não fui eu quem a criei,
Tão pouco a coloquei dentro deste vaso de barro.
O pecado não me faz digno de nada,
Por isso me sinto constrangido
Diante desta graça que me arrebata.
Pensava não existir perdão,
Pois todo pecador e transgressor é digno de morte.
Mas que amor é este?
Que ama simplesmente por amar,
Que abraça sem interesse,
Que afaga sem condenação,
Que não me aponta pecados
E não me condena a morte?
Continuo a escrever, choro novamente e não paro de pensar...
O que devo fazer?
Ainda que doasse tudo que tenho
Não seria suficiente para recompensar tal graça,
Então...
Só me resta o arrependimento
E nunca mais cometer tal pecado.
Não que isso seja algum mérito,
Mas, que seja uma forma de louvor e gratidão.














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