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1 de dezembro de 2017

Se existem milhares de Deuses, em qual devo crer? Qual o verdadeiro? Crer ou não crer em Deus faz alguma diferença? Eis as questões!




Há uma duvida intrínseca no ser humano! Por isso, a necessidade de sempre tentar explicar o inexplicável.

Há pessoas que aceitam a realidade como ela é (nua & crua), enquanto outros buscam refugio e respostas no transcendente. Existem milhares e milhares de teorias e crenças a respeito da existência. Mas o fato é que a crença ou a não crença não muda a realidade na sua forma generalizada (embora muitos pensem ao contrário) – Pois a fé e a crença é um ato pessoal.

Durante séculos o homem se apegou a fé como um modo de vida, quase em todas as culturas espalhadas pelo o mundo existe a crença a respeito de Deus (es). Hoje existem centenas de milhares de deuses espalhados em todo o mundo. Mas a pergunta que não quer calar “Qual é o DEUS verdadeiro?” ou “Crer em deus ou não crer em DEUS? Eis a questão!”.

Os ateus negam a existência de deus e se apoiam nas ciências humanas para entender e explicar a realidade. Também, existem pessoas que não são apegadas a nenhum tipo de crença e ideologia. Este assunto simplesmente não interessa – não importa se Deus existe ou não existe.  Como também não implica o que a ciência explica ou tenta afirmar.

É uma guerra sem fim! Um debate que está muito longe de terminar.

Uma vez que nem todos que creem em Deus estão em pleno acordo a respeito de quem ele verdadeiramente é. Por isso existem milhares de religiões e ramificações no mundo - cada um se diz dono da verdade. Também no campo cientifico não existe unanimidade de ideias a respeito do assunto, pois nada se pode provar ao contrário.

Resumindo e concluindo:

A pessoa que crer em Deus não consegue provar a sua existência, a não ser pela a sua fé e convicção pessoal.

A pessoa que não crer em Deus também não consegue provar que Deus não existe. Pois a ciência se baseia em provas observáveis e comprovadas (não é possível estudar Deus).

Em meu humilde e opaco entendimento não existem todos estes deuses pelo qual afirmam - , e ainda que existisse apenas um, a sua existência ou não existência dificilmente poderia comprovada pela a religião ou pela a ciência. Por fim, a crença ou a não crença é uma convicção pessoal que não se adequa a toda humanidade!







29 de novembro de 2017

O significado da face do silêncio




O silencio às vezes é mais importante que as palavras;
Nele encontramos o significado
Que não temos diante da agitação e do barulho.
A vida se compõe no silencio,
O vento viaja ecoando seu som sobre os trilhos do silencio
Assim o espirito movia sobre a face das águas.
O silencio diz coisas que fazem os olhos desviar
A mente ocultar
E a boca silenciar.
O silencio foi à primeira coisa que existiu
Ele é o inicio de tudo
As pausas das musicas e as palavras se estabelecem nele.
O silencio é a ordem sobre o caos!
Os homens morrem e suas palavras se eternizam sobre o silencio
Que atravessa séculos e séculos sintetizados sobre a escrita.
Os versos, a poesia, as palavras são compostas em silencio.
Dentro da mente dando ascendência ao pensamento
Que move e transforma o mundo
Através de expressões, atitudes, projetos e realizações.









Desconstruindo...




Desacumular riquezas
Abrir mão da razão
Não mais ser juiz de causas
A vida é por demais breve
Porquanto desejo que insipida
A minha seja leve

Quando me afoguei
Na demagogia de minha hipocrisia
Percebi que era necessário abdicar
De toda e qualquer ideologia.

Não tenho nada,
Não sou nada
Não quero mais nada
E a partir disso reconheço
Que o que sou e tenho
É no universo anátema.  







27 de novembro de 2017

Meu filho mais velho




Não há dor
Não há ressentimentos
Não há revolta

Apenas um sentimento
Que dizia que poderia ser diferente

Mundos distintos
Vontades antagônicas
Vidas marcadas
E calejadas por desencantos.
Mas ao encontro
Tudo se transforma
E corrobora de química
Em gritos de alegria

A dor se delicia na expectativa
Com ansiedade,
O vazio se preenche de gloria em gloria
No desejo que compõe a vontade.

É a realidade subliminar em atuação
É o oculto sendo revelado de fora para dentro
É meu filho mais velho a tona
É o beijo o produto capital – etecetera. 







26 de novembro de 2017

Dilacerado, ou a paz em cacos.
















De tudo o quanto ambiciono
A paz sem duvidas é meu maior erário.
“In memoriam” de momentos não vividos
E constâncias dilaceradas em altanaria
Despeço e não mais conjugo o verbo
Em tempos que poderia ‘ser em’ vez de ‘estar’.

Procurei por todos os cantos
Estudei todas as possibilidades (...).
Todavia não encontrei
O soluto para rematar a equação
Disciplinar que compõe os anseios
Que impulsionam o coração.

Já não sei mais prosar e prosear
Meus poemas perderam a estrofe
Minhas crônicas não têm mais tempo
A minha poesia submergiu as rimas
A melodia que outrora harmoniosa
Agora desafina em dissonância constantemente.







20 de novembro de 2017

O que demais raro ou quero dizer - demais valor.




Atraio, mas não traio!
Exceto a mim mesmo.
Para ficar bem claro; não ligo.
De uma vez por todas; não me importo.
Quer mesmo saber
Ou foda-se?

Não é prudente renegar princípios para agradar alguém
Não é coerente arriscar ser o que não é.

Como sabes,
Gosto de apreciar a beleza feminina
E tomar bons vinhos,
Beijar de olhos abertos
E me debruçar sobre risos e sorrisos.

Meu charme é ser misterioso,
Possuo um olhar fundo e distante,
Quando quero, conduzo a conversa.
Mas ultimamente, só tenho observado.
Adoro a ideia de adejar o impossível
E tentar explicar o incognoscível.
Dou-me por satisfeito em atender a tua vontade
Assim no céu como em cima da cama.

As minhas atitudes possuem um preço muito caro,
Saiba cultivar, cativar e terá para ti o que de valor mais raro.







Não diga a verdade




Amo a verdade
Mas não estou preparado para ouvir a verdade.
A verdade doí,
Machuca
E confronta a realidade.

Se este mundo é uma ilusão transitória
A verdade é um espelho.
A verdade expõe as mazelas
E descreve os nossos piores medos, anseios e falsidades.

Por favor, não me conte a verdade!
Deixe-me morrer acreditando em meus sofismas.
Não relate, não delate,
Não me exponha,
Não se exponha...







19 de novembro de 2017

Não obstante por já...




"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.

Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.

Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.

Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.

Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.

Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.

Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.

Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.

Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.

Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.

Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.

Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.

Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.

Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...

Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.

Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.

Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.

Já chamei pessoas próximas de 'amigo' e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.

Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!

Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu, mas com certeza não serei igual para sempre!

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.

Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você precisa me(se) conhecer melhor, um pouco."

Desconhecido







10 de novembro de 2017

Meu amor & muitos amores.




Já encontrei o amor verdadeiro inúmeras vezes
Em muitas faces, em diversos e variados tipos de beijos (...).
Sem duvidas, fui mais amado do que amei.
Mas confesso, algumas vezes amei de verdade.

Já sofri, já fiz pessoas sofrerem por mim.
Já senti saudades
E marquei o coração de muitas mulheres.

Já tive amores platônicos,
Irônicos, aventureiros, sérios e sinceros.
Já fui pedido em casamento
Mas nunca quis me casar.

Já me entreguei de corpo e alma,
Já vivi belos e sublimes momentos,
Já possui mulheres que nunca imaginei possuir.

Já me aventurei na noite
Já fui crente certinho
Já usei e fui usado
Já vivi o que nunca imaginei viver.

Tive momentos de paixão
De seriedade
E de casualidades em ficar só para ficar.

Já fui bonzinho e fui mal
Já fui romântico e babaca
Já fui franco e verdadeiro
Já fui de tudo quase um pouco.

Já fui rotulado
Por não ser o que as pessoas
Queriam que eu fosse.

Já me chamaram de previsível e imprevisível,
De lobo mau e muito certinho,
De safado e de sem atitudes (...).
O que não falta são títulos de todo tipo para todos os gostos.

Já amei apenas por uma noite
E serei lembrado por toda uma vida,
Já fui de canalha ao homem ideal.

Foram tantas e tantas mulheres
Que já até perdi a conta.
Mas não conto isso como vantagem
Apenas como estória real e bem vivida.

Hoje do amor não espero muita coisa
Apenas o que ele pode me dar
E eu de alguma maneira retribuir.

Quem quiser vir, que venha,
Quem quiser partir, adeus.
Quem quiser viver o melhor que ainda resta da vida
Podemos desfrutar juntos.

Não prendo ninguém
E não me prendo a ninguém,
A liberdade é a coisa mais valiosa que existe.

Algumas pessoas acham que não sei nada de amor
Mas em verdade vos digo que o amor
É para mim um dom,
Uma dadiva que sei receber e retribuir quando quero.

Posso ser o amante perfeito
E o amigo mais intimo,
Posso ser cavalheiro
E o mais sagaz cafajeste.

Posso realizar tuas fantasias
Posso te usar para realizar as minhas
Posso ser e fazer o que quiser.

Com algumas pessoas ganhei tempo
Com outras, apenas perdi tempo.
O tempo é relativo à vontade de ambos
E a consequência das nossas atitudes.

Já revivi romances do passado
Já perdi e vi partir
O amor ideal inúmeras vezes.

A questão não é quem está certo ou errado
Pois, já tive dos dois lados.
E hoje quero apenas alegria de um afeto
Mutuamente correspondido.

Acredito que ainda não cheguei
A metade da vida
Portanto, ainda terei muita coisas para viver e contar.

Mas se a vida acabar agora – não importa.
Cada instante teve o seu precioso valor
Todos os erros, todos os beijos,
Todos os gozos e todas juras de amor.

O que vale é o momento
E a intenção de fazer acontecer
E valer a pena.

Acredito que algumas mulheres
Ainda gostam de mim,
Outras certamente não suportam
Ouvir meu nome.

Mas eu nunca me importei com o que elas pensam
Mas o que eu poderia proporcionar
E ser devidamente retribuído.

O amor é uma troca reciproca
Cada um dá o que tem,
Triste é quando a pessoa não tem nada a oferecer
E quer apenas receber.

Que sejamos justos e sinceros,
Cumplices em atitudes,
Pensamentos e sentimentos.

Para algumas pessoas a formalidade
Vale mais que o próprio amor,
Por isso, vivo na contramão da situação.
Buscando sempre razões não corriqueiras,

O passado foi bom
O presente tem sido ótimo
E o futuro pode ser melhor.

As pessoas apaixonam por quem você é
E depois querem que você mude,
Já eu não mudo por ninguém
Contudo, a cada dia estou melhor.






7 de novembro de 2017

Na vanera do sertanejo




Um laço, um traço, um pedaço de mim...
Rimas pré e propositais
Sois iguais, noites sem fim.
Sonhos, desejos, vontades, fantasias...
Química e física se juntam num sentido espiritual
Nada mais igual.

Haja inspiração, respiração, ação e eteceteras.
Boas propostas, boas respostas – a mesa está posta!
Aquele beijo que incendeia
Na vanera do sertanejo,
Mão na nuca, rostos se colam
E corpos se desejam. 














1 de novembro de 2017

deixe-me entrar






















Deixe-me entrar
E sentir o teu ventre
Quente e úmido.
Beijar a tua nuca
E suspirar disparates
Aos pés dos teus ouvidos.

Deixe-me entrar
Devagar e com força
E devorar teus seios.
Puxar teus cabelos
Apertar tua cintura
E morder teu pescoço.

Deixe-me entrar
Para conhecer teus gemidos
E realizar fantasias.
Sinta minha pegada
Meu amor bruto
E ainda mais sincero. 







vivo, voraz e indene




Como sempre, ainda possuímos os mesmos defeitos.
Nossa personalidade continua ilesa.
Mas, bom é saber que ainda resido nos teus pensamentos
E que de alguma forma ainda consigo fazer teu coração bater mais forte.
O tempo não olvidou
E não se encarregou de suprimir nossos melhores momentos.
Mais interessante continua o teu olhar
E teu sorriso de faz de conta.
Como sabes,
Não perdi aquela mania chata de ser convencido
E tão pouco o meu jeito intacto, forte e misterioso.

Bom é saber que nosso sentimento
Continua ainda vivo, voraz e indene











Eu e não tu




Desveste agora do manto de proposições
E mergulha no abismo onde a alma reside em meio lhufas,
E se você não sabe com quem lutar
Não perca tempo tentando me crucificar.
Respostas não são definitivas
Como o silencio também não é.
Abandone o desespero
E aceite fluentemente o momento para pensar e evoluir.








31 de outubro de 2017

Por Obséquio




Perdi o sentido
Do significado
Que errava meu ser,
Seduzi sofismas
No olhado
De não esquecer,
Esperei por esperar
Lado a lado
Sem entender,
Entoei a noite
O sangue derramado
De um afeto sofrer,
Vendi minha alma
Por estar desesperado
Por nada acontecer,
Depreciei palavras
No sofá sentado
Assistindo TV,
Lembrei a verdade
Do agora decifrado
Que vela o amanhecer,
Apostei a vontade
Do vinho derramado
Sem medo de morrer,
Volto agora
No avante passado
Pelo o desejo de reviver.







contento confinamento do pensamento

Eu disse “Haja tempo”, e não houve tempo. Percebi que isso não era bom e resolvi dar um tempo ao tempo. Tentei dançar, mas perdi entre as pausas e contratempos. Sofri um grande abatimento por não compreender que nem tudo o que se acentua é acento. Andei e acelerei pelos acostamentos, foram muitos momentos que a oportunidade passou sem me dar a chance de um adento. Pedi e perdi adiantamentos por esperar o advento da alforria que vinha ventilando pelo os ventos. De nada adiantou o meu juramento. Chorei, sofri e não tive pela a vida alento - Quase morri sem salvamento. A esperança era então o meu único alimento, pois eu caminhava pelos os desertos sem nenhum pagamento. A maneira pela a qual aparento faz jus a forma em que me apresento. Um dia quem sabe me aposento e tenha dá sorte um melhor aproveitamento. Confesso que nem sempre eu mesmo me aguento, corro sem direção e quase sempre me arrebento. Deveria estar mais atento, principalmente porque não sou um homem avarento. As vezes assento, as vezes invento – me chamam de marrento. Mas, não sou nada bento, já chutei a santa e por isso passo todos estes aborrecimentos. Uma hora casquento e volto a falar de casamento - Por enquanto nem comento. Prefiro ficar calado acumulando experiências e conhecimento.







30 de outubro de 2017

O silêncio da nota




O silencio da nota (...)
Da poesia
Da nostalgia do agora
Da sensação do olhar
Do beijo
Da vontade de dançar
Da pegada na nuca
Da quebra de sigilo
Do contrato continuo

O silencio da nota (...)
Da admiração
Do tesão
Do desejo escondido
Do suor
Do tapa na cara
Da travada dos dentes
Do orgulho bobo
Da ambição pelo o desejo








27 de outubro de 2017

Fora da casinha, ou de repente.




De repente
Uma vontade
Louca latente
Bate na gente.

De repente
O anseio  acelera
O coração não espera
A elação já era.

De repente
Simplesmente assim
Saudade sem fim
De você em  mim.

De repente
Novamente ficar
O peito abrasar
A gente lambuzar.







26 de outubro de 2017

Conjecturas & Especulações.




Portanto a minha alma repousa em paz sobre os escombros causados pelas as turbulências de desventuras cominadas sobre a vida.  As pessoas choram, sofrem e morrem quase sempre pelas as mesmas coisas ou pelos os mesmos enigmas. É um arquétipo e ao mesmo tempo um espanto pensar que somos iguais enquanto humanos e ao mesmo tempo diferentes nas formas de pensar e agir. Parece uma formula perfeitamente combinada entre acaso e o destino, entre livre-arbítrio e a predeterminação, entre a existência e a não existência de DEUS.

Existe uma necessidade intrínseca pelo metafisico. É normal as pessoas serem impactadas com milagres, com superstições, com adivinhações, com previsões, com profecias e com coisas mirabolantes. A religião nasce da indigência do físico pelo o imaterial. É uma invenção maravilhosa para tentar explicar o que não tem explicação.

As pessoas desenvolvem seus conceitos sobre aquilo que acreditam e seus preconceitos sobre aquilo que não dominam. Tipo “estou certo e tudo mundo errado”, ou “a minha religião é melhor que as outras”, ou ainda mais “só o meu DEUS é verdadeiro”. Em verdade afirmo que tudo isso não passam de meras interpretações.  O fato é que não há ninguém totalmente certo e não há ninguém totalmente errado, pois as ideias ou entendimentos são apenas escólios.

Particularmente, prefiro permanecer neutro, ou melhor, em cima do muro. Não tenho certezas a respeito de nada. Não consigo construir sem alicerces. Afirmar com autoridade alguma coisa seria apenas expor sofismas.


O certo e errado são relativos – assim o bem e o mal. o que é verdade para uns, não é para outros. a ética e a moral também são relativas a cosmovisão de mundo. A concepção de Deus pode ou não ser tão-somente uma conjectura. Nossa vida é um sopro diante do tempo e o espaço, e a única certeza que temos é que um dia todos nós iremos morrer. Depois da morte ninguém sabe o que vai acontecer – ao mundo resta apenas especular. 







22 de outubro de 2017

Procuro




Procuro uma razão em meio à realidade
Para não mergulhar na mediocridade
Ando pela a cidade – não encontro verdade
É de praste minha subjetividade.

Procuro um tom para cantar
Uma poesia ou uma melodia solar
Quero uma harmonia cifrar
Com a sinfonia contemplar.

Procuro um abraço sincero
Com simplicidade espero
Pelo o tempo que não venero
Com passos marcados de bolero.

Procuro sem esperança de encontrar
Uma mulher que me faça mudar
Que me dê ensejos para transbordar
Ou que alimente o meu desejo apreciar.







19 de outubro de 2017

O resto é o resto, ou apenas escólios.




Chega aquele momento que não mais se precisa de DEUS
É um tempo de incondicional purificação
Também chega o dia que não mais se precisa de AMOR
Pois amor só trouxe sofrimento e dor
O coração não tem mais fé
Os olhos não choram mais
Resta apenas o corpo cansado de tanto trabalho

Em vão as mulheres me chamam, não atendo.
A minha melhor companhia sou eu mesmo
No silencio encontro paz
Já não espero nada do mundo
Muito menos aos praticam bondade
Por medo do inferno
Ou como forma de alcançar o paraiso.

Estou ficando velho (e cada dia melhor),
Minha mente está ficando leve
Pois meu coração está vazio.
Não sofro, não passo fome, não choro, não tenho medo (...).
As pessoas que passaram por minha vida
Conseguiram me provar que sempre estive certo.
Enquanto isso a corrupção no meu país se alastra como uma pandemia.

No mundo há guerras, doenças e todo tipo de mazela.
Mas a vida segue e o tempo não para,
Espero que um dia as pessoas se libertem
Do mundo, da politica, de Deus, do diabo,
Do dinheiro, dos desejos carnais e das conjecturas espirituais.

Chegará o tempo em que não haverá prazer na morte,
Chegará o tempo em que a vida encontrará significado,
Chegará o tempo em que o mal e o bem serão aniquilados,
Chegará o tempo em que não mais conjugará o verbo “fazer”.

Que haja vida com respeito e sem mistificação,
Que toda idolatria seja extinta e desconstituída,
Que o amor volte a sua essência e não traga mais desgosto,
Que toda ideologia e demagogia seja apenas um rabisco sem valor,
Que a vontade de ser seja maior que o desejo de possuir por mera vaidade,
Que o orgulho seja anátema nos corações humanos.

Neste tempo a santificação não fará sentido, pois não haverá malicia.
Continuemos a vida plena
Com sabedoria, liberdade, prosperidade, saúde e paz.

O resto é o resto, ou apenas escólios.







17 de outubro de 2017

Espírito de Lobo




Sou facilmente atraído e dominado – principalmente quando quero. Entrego-me sem pudor e sem reservas. Oculto toda expertise e me cubro com o manto da pureza inocência. Sou animal arguto, experimentado, cauto e mesmo quando cativo – autócrata.

Como lobo virtuoso caminho pelas as veredas da solitude, da plenitude, do domínio próprio, da consciência plena, da paz, da alegria de ser e viver, da prosperidade, da sabedoria, da justiça, da mansidão e do meu próprio senhorio sem perder meu instinto bruto selvagem.

Fiz do meu uivo – um canto.
Fiz da poesia – um alento.
Fiz da religião – um degrau para além.
Fiz da força – um escudo.
Fiz da filosofia – um caminho.
Fiz da família – um alicerce.
Fiz da solidão – um afeto.
Fiz do sofrimento – um amor.


É estranho tentar compreender, mas nasci para ser o que devo fazer. Caso contrario, a vida não teria sentido e significado. Sou animal manso e feroz (tenho domínio próprio). Vivo bem em qualquer situação e ambiente - Seja só ou acompanhado. A vida me ensinou a esperar o momento certo, a aceitar que nem sempre vou ganhar, a conter meus instintos para que eles não corroborem a minha própria ruina. 







nAdA sUpLaNtO




















Portanto,
Por enquanto,
até quando?
um tanto quanto
me levanto e canto.
Perco o encanto
E não mais me garanto.
Sinto fome e janto,
Quando pranto
Me quebranto
Com humildade abrilhanto
Acordo e adianto
Com ideias me agiganto,
Na graça desencanto
O português esperanto
Porquanto Monsanto
Colho o que não planto.







O que o tempo não foi capaz de olvidar




Ela me amava (pelo menos dizia),
Sentia minha falta
e de saudade quase morria.
Ela brigava,
Queria estar perto
Gostava de dar e receber afetos.
Ela me abraçava,
Quase me sufocava
Estávamos juntos (quase todos os dias).

O tempo foi passando
A paixão foi esfriando
O amor foi acabando

Hoje não sei como ela está
Nem onde está.
Ela não sabe onde estou
Nem como estou.

O que um dia foi
Hoje não é mais
E não será nunca mais.

Fica na lembrança
E no coração
Apenas um breve
Belo momento
Que o tempo
Não foi capaz de olvidar.







Pelas as veredas




Nada ocasional, formal ou casual.
Tudo como deve ser pela a existência de sua singeleza.

Sem indulgencias
E interesses corriqueiros,
Seja pela a vontade do querer
Ou pela a inercia de esperar acontecer.

A filosofia apazigua a alma
Ela passeia pelas as veredas do mundo
E exalta o ser.
Desta forma;
Os dias são como cadeias para quem tenta sobreviver
As noites são como vias-crúcis para respira sem significado.









Deixe-me




Deixe-me viver sem saber nada;
Deixe-me morrer sem saber nada;
Deixe-me padecer na ignorância
De não saber ou haver ter sabido nada.
Deixe-me com minhas loucuras
E minhas lacunas sem respostas.
Deixe-me sofrer por não acreditar
No inferno e no paraíso.

Deixe-me conviver com o nada
Com absoluto vazio,
Deixe-me com minhas verdades
E meus sofismas.
Deixe-me fechar os olhos
E lembrar as coisas boas que vivemos,
Deixe-me com a vontade latente
E com meu sorriso bobo de criança.

Deixe-me cantar desafinado
E admirar o oco de Nietzsche,
Deixe-me com o espanto
De não compreender a vida,
Deixe-me observar de longe
As noites cheias de pessoas vazias,
Deixe-me com saudade do teu beijo
E o ódio mortal dos teus modos.

Deixe-me e eteceteras (...).







9 de outubro de 2017

Não ocasional


Frases, cases, cartazes, fases, aprazes – nada mais satisfaz.

Mudar o repertorio
Ante aos mesmos e contínuos hábitos,
Prosseguir com mais consciência,
E menos probabilidades.
A máxima é ponderar!
Impulsos reativos não mais considerados
E a paixão não tem mais lugar.
Por um amor consciente respeitoso;
Que a razão possa ocupar
Seu título nobiliárquico
e nunca mais errar.







6 de outubro de 2017

Paro no tempo




Paro no tempo
Mas o tempo não para
Ele caminha e faz seu destino
Eu sigo rumo ao nada.
Paro no tempo
E observo a madrugada
Todos os dias a mesma rotina
Como uma menina abastada.
Paro no tempo
E ele não me diz nada
Segue em silêncio
Como segredos de fadas.
Paro no tempo
Com aflige agitada
Ela sempre reclama
E nada lhe agrada.
Paro no tempo
No momento da largada
Avisto o objetivo
E sem motivo dou risada.
Paro no tempo
Para beijar minha amada
Ela é tão linda
Mas ainda quando acariciada.
Paro no tempo
Para ver a velhice anulada
Mas ela insiste
Em correr em disparada.
Paro no tempo
Como uma virgem apaixonada
Que suspira amor
Esperando ser arrebatada.
Paro no tempo
Para não cair numa cilada
Ressalto os desatinos
Desta longa e dura caminhada.
Paro no tempo
Com a bula assinada
Assassinei a verdade
Como a vontade atrelada.
Paro no tempo
Com a data atrasada
Não sei para onde vou
Se para Miami ou para Maçada.
Paro no tempo
Com a dor aguçada
Mas é preciso caminhar
Com a fé respaldada.
Paro no tempo
Com a mente atualizada
Confecciono minudências
Com paciência afinada. 







Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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