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26 de abril de 2017

Rotação e translação




Hoje não te amei
E perdi a razão.
Com meu blues chorei
E embacei a visão.
Não queria compartilhar
Mas curtir a realidade
Como não sou de falar
Machuquei-me com a verdade.

Hoje eu acordei
Sem rumo e sem direção
Porque eu procurei
Calar meu coração.
Da vida não quero mais nada
Senão sorrisos, abraços e beijos.
Sem dor e sofrimento
É a utopia que desejo.







dE SauDade ao PoVir




Hoje bateu lembranças
De um tempo que não volta mais.
De longe e ainda devagar
Vivo a vida sem desperdiçar.
Dedilho distraído acordes
Como o paladar de Cabernet sauvignon
Ensaio versos perversos
Buscando nos céus um novo tom.

Como bem sabes minha vida está fora da curva
Minha poesia longe das regras
As vírgulas ponho onde quero
E quando não quero – não faço questão.

Ainda que não acredite e critique – tenho fé!
Baseio-me no fundamento sem ritos, sem fardos e sem religiosidade.
Para o amor não existe lei
Para o amor não consiste o pecado
Para o amor tudo é valido
Para o amor não existe culpa
Para o amor a vida e a morte se unem e se perdem.

O que poderá agora mudar o povir?
Se acreditar em livre arbítrio ou em determinação – Para mim tanto faz.
Não tenho medo da morte
Não tem vontade de ir para o céu
Não tenho desejo pelo inferno
Interessa-me tão somente aqui e agora

A vida é muito curta para negociar a eternidade
A vida é muito curta para perder tempo
A vida é muito curta para não fazer valer a pena
A vida é muito curta para lamentar
A vida é muito curta para não experimentar o novo
A vida é muito curta para julgar os outros ou se culpar

Vivo o presente como uma dadiva
Como uma oportunidade de ser e fazer alguém feliz!







6 de abril de 2017

Meu eu em mim




Desejo apenas este momento
Como um puro e santo instante de vida
Quero guardar
Para lembrar por muitos anos
Minha alma clama
Minha voz proclama
Em um alto e bom som

Já não tenho mais certezas
Não guardo mais segredos
Sem rancores
Sem mágoas
Sinto o tempo chorar
E me pedindo para voltar
Mas tenho que partir
Ir para bem longe de mim

Vou nas asas do espirito
Sem ansiedade
E sem pretensão
Sou um homem livre
Sem pontos
Sem vírgulas
Sem argolas
Sem algemas








28 de março de 2017

28 de fevereiro de 1996




O tempo conjugou o verbo no pretérito imperfeito e sem querer afirmou o que não deveria dizer – quem sabe em alhures ou num futuro mais próximo?

Ao proferir a verdade
Um esboço descrito em uma folha de papel
Ou simplesmente uma expressão.

Ninguém sabe onde tudo começou
Ninguém sabe quando tudo vai acabar
O bonde da historia segue em movimento
Sem saber o destino a chegar.

Enquanto isso (...),
Vou andando pelas marquises da vida
E aprendendo a viver.
-Descobrindo um novo compreender.

A vida ama quem ama a vida
E dá prazer a quem sabe viver. 







18 de março de 2017

Um rei sem vaidade

Não tenho desculpas dar;
Não tenho razões para temer;
Não tenho fardos para carregar;
Não tenho que pagar para ver.
No dia que me amei, descobri um pretexto para viver.
Neste dia encontrei um afeto que não me faz sofrer.
sei o que digo (poucos podem entender).
Vivo a cada dia sem medo de morrer.
Porque já morri 7 vezes e ressuscitei,
Aprendi com a vida e de todas ideologias me esvaziei.
A minha vaidade expirou
E de mim mesmo me tornei rei.














27 de fevereiro de 2017

Breve Eterno

Foi no pretérito meu verbo conjugado
Minha linda, minha flor, meu amor (...).
Agora me testo
Perco-me em poesias
Dedilho pestanas
Não sinto mais dor.

Apenas lembranças
Saudades
Um breve eterno
E um beijo marcado
Foi tudo o que ficou.

Lembro-me das primeiras palavras
Do mês, do dia e exatamente a hora.
Não olvido o tempo
Que dantes me remete agora.
Não esqueço o teu olhar
Teu sorriso
O frio que sentia na barriga
E o calor que aflorava em meu peito.

Mas o tempo passou
O verbo se conjugou
E o breve eterno acabou...
Chorei e sofri; Mas passou.
E eu entendi.
Continuei meu caminho
E hoje estou aqui (sem ela),
Mas sereno, realizado e feliz.









23 de fevereiro de 2017

Gozo pleno, ou melhor, felicidade.




Nada mais proeminente que a fleuma, ou melhor, a paz.

Tudo que tenta roubar a paz não tem dignidade, se que quer deveria ter atenção ou relevância. Contudo, o mundo vive cheio de um vazio chamado “ansiedade”. As pessoas sofrem por antecedência, por impaciência, por inquietude, por status, por dinheiro, por ideologias, por relacionamentos, por querer ser aquilo que não é.

Poucos entendem o que verdadeiramente seja paz. Raros sabem o que é ter paz no meio da tribulação – “Talvez esse seja o segredo da chamada felicidade”. A preocupação é o contrário de quietude, viver um problema por antecipação é como conhecer a morte na juventude.

O mundo anda muito acelerado, as pessoas não tem tempo para o dialogo, para o café, para o sexo, para observar os passarinhos fazerem ninhos nas copas das árvores. As pessoas perderam a noção de tempo. Submergiram ao ritmo sem cadencia, sem decência, sem pausas, sem melodia – se entregaram ao imediatismo.

Muitos buscam a riqueza da noite para o dia, outros querem relacionamentos a qualquer custo – desejam as coisas simplesmente por prazeres imediatos e vaidades. É aqui, é agora – se não for assim e do meu jeito, não quero. Com isso, muitos estão doentes, depressivos, estressados, decepcionados e envelhecendo mais cedo.


O que é ser feliz? Na minha humilde e opaca opinião, felicidade é plenitude. É realização, é satisfação por aquilo que é. Felicidade é sabedoria, saúde, paz, liberdade e amor. Felicidade é sorriso, é admiração pela vida, é respeito pelas pessoas – felicidade é ter paz de espirito, longanimidade, ser pacifico e manso. Ser feliz é viver o sermão do monte, é caminhar na contramão dos desespero, é ser verdadeiro, fiel, é poder amar uma mulher e fazer amor todos os dias. Felicidade não pode ser escrita e descrevida, felicidade deve ser vivida. 








30 de janeiro de 2017

Impossível






Impossível para mim é tudo o que posso e não quero, que quero eu não devo, que devo e não faço. Impossível é apenas um sentido de uma mera concepção que tenho e não consigo fazer, ter ou compreender. Impossível é o que devo e não consigo pagar, é o que desejo e não possuo, é o que acho e não compreendo. Impossível um dia pode deixar de ser, pois pode ser tangível, cognoscível e por enquanto. O meu impossível é cheio de contradições, de acepções e concepções. O impossível é para mim relativo, abstrato e de tempos em tempos conjugado. O impossível é transitório, imaginativo, atinente ao tempo e ao espaço. 

A ideia de impossibilidade me permite fechar dentro do meu mundinho e rejeitar a complexidade da realidade. O impossível é uma variável de acordo com a consciência de cada um – logo o que é impossível para um pode não ser impossível para o outro. Por outro lado, acreditar que todas as coisas são possíveis é uma logica sem logica. Vou explicar “o fato de ter fé não quer dizer que algo vai existir ou acontecer”. Fé é como chutar uma bola de futebol do mesmo lugar com a mesma força, ou seja, ela nunca segue a mesma trajetória e atinge com precisão o objetivo. 

Fé está longe de ser algo absoluto. Mas o que é absoluto neste mundo? A resposta é “nada”, pois tudo que está condicionado ao tempo e ao espaço um dia vai deixar de ser. Todas as coisas vivas um dia irão morrer, até mesmo as coisas inanimadas estão em constante processo de transformação. Todo o universo está em movimento deste as galáxias ao um átomo de uma mesa de ferro – tudo muda, tudo se transforma, tudo acaba e se renova. 









25 de janeiro de 2017




Falta-me inspiração
Para escrever
E descrever a vida.
A minha poesia
Morreu nos acordes
Desafinados da minha voz.

Sobra-me razão
No caminho que alterna
Entre amor e desilusões.
Mas como não sinto solidão
Não morro de ansiedade
Meu coração não sofre por sentimentos.

Flores e espinhos
Beijos quentes - desejos insanos...
Quem quer, cativa!
Não espere
Aja e seja sincera
Comigo e com seus anseios.

Enquanto isso
Eu sigo e não olho para traz...
Meu coração está aberto
E minha mente também.
Quero mais que um beijo
E da vida o mais puro prazer. 







6 de janeiro de 2017

Case-se



Contratos, formalidades, títulos, diplomas, alianças, sociedades (...). 

Previsibilidade não é meu lema. Nunca fui chegado em rotinas, em costumes, em usualidades comumente – em outras palavras, nada clichê. 

Às vezes me sentia um “ET” por não fazer parte do senso comum. Nunca curti a ideia de ser igual e seguir sempre o mesmo fluxo. Sempre tive dificuldades em aceitar o destino como algo pronto e estático – jamais aceitei que a vida é uma dinâmica pré-estabelecida por deus (seja ele quem for). Continuamente nunca compreendi o chamado livre-arbítrio, este conceito jamais respondeu minhas perguntas ou me trouxe pleno esclarecimento sobre o poder autônomo e absoluto das minhas escolhas. 

Tenho certeza que irá questionar “Afinal, em que você acredita?”.  A resposta ainda não está pronta, talvez nunca vá estar – pois, sempre vai mudando com o andar da carruagem. Já não acredito e não tenho certeza de mais nada nesta vida. Os velhos conceitos se dissolveram e os novos não alcançam sustentabilidade – a verdade é mais que relativa em relação o ponto que se fricciona e a direção que se aponta. 

Há mais que 50 tons de cinza – isso não é questão de está certo ou errado (se é que me entende). Vamos supor (apenas supor) que a eficaz acepção é um segredo que está diante e ao alcance de todos, mas nem todos estão para a realidade, tão pouco podem compreender que ela pode promover salvação para o mundo. 

Enquanto isso as pessoas se casam e se dão em casamento, se aprisionam em contratos, vivem formalidades, tiram diplomas, trocam alianças e se associam em grêmios clichês. 


Eu fico aqui de fora observando, e quiser ficar comigo (...)
Sabe onde me encontrar! 

2 de janeiro de 2017

Passos que não abro mão



















Sinto em dizer - mas não carece olhar para trás.
Esperei tanto tempo
E não ouvi sequer uma mentira
Ou tão pouco uma desculpa.
O passado é apenas uma página revirada
E o futuro já não é mais como dantes sagrado.
Com o tempo meus passos foram se desfazendo,
Meu olhar desacreditando em milagres
E meu coração colecionando amores.

Meu bem, minha flor, minha menina (...).
Não finja sorrisos
Não se engane
Não se embriague com maldades.
Ainda há tempo para aprender,
Para abraçar, para afastar o medo,
Para desfazer e despedaçar segredos.

Eu continuo meu caminho (ainda perdido),
Mas minha procura por si só
Chama-se “encontro”.
Eu quis, desejei e perdi...
Agora não vou mais mudar.
Não me importo com perfeição
Mas agora com a química,
Com a sinergia e em especial com a sintonia.










10 de novembro de 2016

Ela (...).




A minha esperança dilacera
Na incerteza que não espera
Era bela, era ela (...).
Era uma beleza rara “anela”,
Um desvelo de primavera.

Anos passavam
E no meu coração guardava
O alvitre quimera.
Os pássaros cantavam
E nada olvidava
A lembrança que guardo dela.







8 de novembro de 2016

Lábios carnudos, ou realidade transitória.






Muito tenho para dizer, mas pouco lidou com as palavras; meus pensamentos viajam pelos os 7 mundos nas idas e voltas da minha mente. Queria muito poder tocar e beijar os teus lindos lábios carnudos. Entretanto, o silencio nos distanciou e silenciou nossos sentimentos. 

Aceito-me agora viver uma “Bossa Nova”, ou melhor, uma “Boa Nova” (...). Volto-me agora ao recinto da pobre e opaca ignorância,

Deleito-me na poesia sem acúmenes e na espera sem expectativa.

No fundo, bem lá no fundo sei que existem razões pelas quais o martelo de Nietzsche não consegue despedaçar. Não obstante desta realidade, as respostas prontas e as explicações simplórias não conseguem obturar tamanha condição.

Heráclito não disse
Mas eu entendi
Que a idolatria e o amor
Superam toda e qualquer decepção.
É um tipo de alento,
De subterfugio,
De acreditar sem entender,
De recriar para si mesmo o incognoscível.

É o dito-cujo prazer no sofrimento...

Diga-se de passagem, que apesar de minha barba estar longa e branca, ainda não consegui compreender o que move as pessoas acreditarem no apólogo de uma realidade que não permanece. Se a própria inercia é transitória e tudo o que existe está em constante movimento e transformação, o que fazem as pessoas viverem no mundo como se não mais existisse tempo?

Quem me dera ao menos uma vez estar na eternidade sentando em um banquinho e observando toda essa sinopse da matrix humana. Mas voltando ao assunto primordial, desejaria apenas beijar teus lábios carnudos (mesmo que este momento seja transitório). 









25 de outubro de 2016

Café e Jazz, ou um dilema poético.





Poderia aqui agora falar de sentimentos, de pensamentos, de ideologias, de planos, de passado, de relacionamentos, de historias que deram certo e minutas que deram errado. Poderia expor uma tese ou que sabe contar uma bela mentira. Poderia cantar desafinado, contar vantagens e puxar a sardinha para o meu lado. Poderia ainda mais escrever uma declaração de amor ou propor um contrato empresarial, ou melhor, matrimonial.

É verdade, poderia tanta coisa – mas a único episódio que pretendo neste momento é ouvir um Jazz; degustando uma xicara de café bem quente e de preferencia sem açúcar.

Mais tarde podemos conversar
Descarregar todos nossos anseios e problemas,
Podemos sair para dançar
Ou quem sabe marcar outro esquema.
Um abraço apertado; um beijo,
Para acabar logo com este dilema.
Quem sabe eu escreva uma poesia
Para resolver a matemática deste teorema.












16 de outubro de 2016

Quando me desfaço, ou me disfarço.






Ultrapasso-me nos meus próprios passos
Construo, evoluo e me desfaço.
Sou uma espécie de homem de carne
Com os nervos de aço.
Não acredito no destino,
Tão pouco nas obras do acaso.
Ainda desafinado e sem compasso
Sigo firme; sem medo do fracasso.
Galgando “passo a passo”
Na perspectiva de um sonho já escasso.
Dizem que não existe nada melhor que um abraço
E nada mais engraçado que um palhaço.
Mas a coisa que mais me engraço
É o uma desejo ao qual me entrelaço. 








Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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