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19 de julho de 2017

Minha poesia



A minha poesia enaltece a Minh ‘alma,
Faz meu peito florescer
E meu coração transborda de alegria.
É ela que me dá sentido
Que me traz paz
Especialmente quando preciso.

A minha poesia engrandece o meu ser
Enche-me de graça
E faz meus olhos lacrimejarem.
É ela que floresce meus dias
E enobrece todo o meu ser
Quando peço perdão.

A minha poesia é um canto de liberdade
Que transborda de dentro para fora
E não sente vergonha de ser.
Ele cospe meus defeitos
E transparece minhas virtudes
Como um beijo de uma mulher amada.

A minha poesia é tão somente minha
Não tem hora de chegar ou partir
E não avisa quando precisa de amor.
É ela que se despe de gratidão
Pela a vida que se compõe
Com beijos de profecia e paixão. 






14 de julho de 2017

Tabu transcendental

Ainda que andasse sobre as águas onde repousa a filosofia e adentrasse nas profundezas das cavernas onde reside a razão. Ainda que eu tivesse o dom de transformar a luz em matéria e matéria em vida – sem assombro eu nada seria. O segredo é a surpresa, é o esperado presente, é o saber querer e quando receber; agradecer. “O Hoje” é um presente do acaso, do divino, das nossas escolhas e do destino sem arbítrio. Quero viver enquanto houver vida, enquanto puder cantar desafinado e recitar poesias. Desejo o assombro dos teus desejos, dos teus beijos, do frio na barriga e do calor no peito. Como dantes, agora e sempre que possamos degustar e apreciar o que de melhor a vida tem para nos oferecer.

Da filosofia, da teologia e da poesia – o grande segredo repousa sobre o mistério.  

Ao meu momento
Eu quase sempre desatento
Perco-me nos teus beijos (...).
Esqueço-me do mundo
Das superficialidades
E adentro-me com calma na tua alma.
Ouço teus reclamos
Olho nos teus olhos
E te laço pela nuca.
A minha vontade é a tua vontade
Ao nosso costume
Pelejamos pelo o momento
De possuir e sermos possuídos.






7 de julho de 2017

Direto da fonte da vida




Não ser melhor,
Nem maior
Nem menor
Nem pior que ninguém.
Não negociar valores
Não viver por conjecturas
Não morrer por paixões
Não carregar ideologias.  

Que o perdão seja a nossa bandeira
E o respeito a nossa virtude.
Que a paciência e paz estejam em nós
Que possamos nos aperfeiçoar em humildade.

Não precisamos de diabo para nos acusar
Nem de deus para nos recompensar
Não precisamos de reis para nos explorar
Nem de religião para nos cegar
Não precisamos de ciência humana para acreditar
Nem de paixões para ludibriar

Que sejamos livres,
Que possamos apregoar a paz
O respeito e o amor.


Essa é nossa fé. 







6 de julho de 2017

Foda-se Deus e os Demônios.













Não é questão de acreditar ou desacreditar – nada vai mudar!

Deuses morrem quando são esquecidos
Deuses permanecem vivos quando são cultuados.
Deuses e demônios são criados pelo o ser humano,
São derivados do medo,
Da inquietude,
Da ambição,
Da busca pelo o conforto,
Da inerente culpa das maldades,
Do medo do pós-morte
E principalmente, pela a insatisfação das respostas concebidas,

O homem busca preencher o seu vazio interior através de coisas, pessoas, ideologias, filosofias, religião, drogas e prazer. Mas é um buraco sem fim e impreenchível.

Talvez a resposta que todos procuram seja uma questão de consciência moral e amor próprio. É um absurdo pensar que alguém ou alguma coisa tem o poder de nos fazer errar ou cometer o mal – se fosse assim, a culpa não seria nossa. Por outro lado, é inconcebível admitir que tenham de ser recompensados por alguma atitude positiva.  O homem parece buscar de todas as formas fugir da sua realidade para tapar suas mazelas e a sua obrigação natural de fazer o bem.

O homem quer ficar isento das circunstancias, pois as coisas ruins são do diabo e as coisas boas são de deus.

Se a religião não é a prova de nada, o ateísmo também não prova nada. Nenhum dos dois consegue provar a existência ou a inexistência destas supostas intervenções metafisicas espirituais. A ciência também não tem a resposta de tudo, muito menos a filosofia e outros conhecimentos humanos.
Até mesmo a nossa realidade material é transitória e passageira.

Independente da crença (teísta, ateísta ou agnóstica), resta-nos agora viver um dia depois do outro com ética, respeito e moral. Caso contrário, cada um por si. Não existe nenhum demônio obrigando a ninguém a fazer o mal, como também não existe nenhum deus recompensando alguém por fazer o bem.


Foda-se deus e os demônios. 







4 de julho de 2017

No final fica tudo bem

Quando quiser e vier (se vier), venho com tudo. Compareça, perca a cabeça e chegue-chegando. Surja como quiser, faça o que quiser. Sinta-se em casa, a vontade é sua, o desejo é meu e o prazer é todo nosso.  Esqueça tudo o que passou, deslembre o mundo lá fora e viva este momento para sempre. Nosso caso é um caso a parte, tem historias e estórias, possui química, física quântica e poesia.

Beija-me com os beijos dos teus desejos e anseios,
Deleita em meus braços
E te amarei em Cantares.
Recitarei salmos com acordes de violão
E entrarei com vigor dentro do teu corpo e raptarei a tua alma.
Venha deliciar manjares com volume e vivacidade,
Experimentar o que jaz muito tempo guardado e cuidado,
Venha na pureza de Eva,
Na singeleza de Raquel,
Ou no esmero desvelo da Rainha de Sabá.
Venha desaguar toda essa saudade
E vontade de se libertar destes velhos conceitos.
Venha com originalidade,
Sem medo, sem pudor, sem receios e sem reservas (...).
Venho no seu direito de ser amada.












2 de julho de 2017

Oração



Dá-me somente o suficiente
Para não acumular
Nem faltar
Nem desperdiçar.

Dá-me sabedoria
Para calar
Para observar
Para não machucar.

Dá-me paciência
Para ouvir e não retrucar,
Para ser pacifico,
Para não ter que me explicar.

Dá-me vida para viver,
Para sentir,
Para acatar,
Para trabalhar.

Dá-me tempo
Para compreender
Para não responder
Para abraçar.

Dá-me o que quiser
O que puder
O que acha
Que posso merecer.

Dá-me ou retira-me










30 de junho de 2017

Escolhi ser assim


















Sou um pobre homem
Cego, nu e idiota.
A minha sina é malograr (...).
Sou da laia dos bastados,
Dos pecadores,
Dos indignos de abrangência.
Sou um verme sem ideologia,
Sem futuro
E sem vontade de mudar.
Como um servo sem dono,
Sou narcisista e me garanto.
Sou do partido de Cristo,
Coxo, doente, sujo e consciente.
Sou o filho prodigo
Que prostituiu nos provérbios
De Salomão e nos salmos de Davi.
Como uma tese sem profundidade
Sou anágua,
sou o sofisma da verdade.
Sou um homem pleno
No cavo do prazer.
Como um anjo sem prestigio,
Sou uma joia rara sem valor.
Não reclamo da vida,
Aceito meu destino como fruto das minhas escolhas.










Agora




Rápido ou devagar
Não importa,
O litígio não é o tempo
A questão não é o lugar
A conversão não são coisas
A relevância não tem sentimentos
E a razão não tem a resposta.

Morra de saudade,
De ansiedade,
De curiosidade,
De desejo e vontade.
Ou viva pelo motivo
Ao qual ressuscitou
Nós dois ao mesmo tempo.

Nossas escolhas
É o nosso destino,
Nossas pretensões
São nosso caminho,
O orgulho é a força
Que está nos impedindo.








Sentimento composto




Volto agora
Ao momento sublime
De onde jamais
Deveria ter-me desvaído.
Reescrevo estórias
No futuro do passado
E me desfiguro no tempo
Que agora jaz esquecido.
Reporto-me
Ao silencio frio
A afronta de pensamento
No afeto apelo perdido.
Componho harmonias
No compasso dissonante
Dedilhando lágrimas
No esquife de um amigo.
Meus olhos lacrimejam
Pela a primeira vez
Quando me lembro do meu pai
E vejo o que me havia dito.
Agora me basta
O sentimento repleno
Com vontade de viver
O que jamais deveria ter sido.







26 de junho de 2017

Não a tudo isso




Ser é ainda melhor que estar
Mas as pessoas estão
Ansiosas e vazias.
O vazio está presente dentro da alma
E o mundo tenta preencher este vácuo
Com paixões, status e prazeres (...)

Parece tudo caminhar na mesma direção,
As pessoas buscam, pensam e desejam
Quase sempre as mesmas coisas.
É como uma necessidade inerente e vital
Estar sobre o domínio daquilo que estar
Mas não deveria ser.

Andar na contramão do mundo
É uma tapa na cara da realidade
Que não é, mas por enquanto estar.
A questão não é ser do contra,
Mas o contraponto neste caso
É a ponto de equilíbrio.

Dia após dia a estória se repete
São as mesmas acusações,
Suposições, desculpas e mentiras.
É um circulo vicioso que gira-gira
E torna sempre ao mesmo lugar.
Diga não a tudo isso!







18 de junho de 2017

Alojado




Sou uma espécie de praga
Que envenenou tua alma,
Contaminei-lhe com meu beijo
E com o desejo que não tem cura.
Hospedei anseio na tua epiderme
Tatuei a tua pele com a minha barba
Marquei a tua vida
Cravei no teu peito uma estaca.
Sou como um verme do prazer
Que você quer mais e mais,
Sou a doença que não tem cura
Sou tortura que não te dá paz.












Armadilhas do querer

Armadilhas do querer
Do precipitar
Da vontade de amar.
Artimanhas da vontade
Da tentação
Do sabor da tua pele.
Volúpia do desejo
Do teu beijo
Do pudor do teu gozo.
Marcas da pegada
No corpo e na alma
Anseio que dilacera.







Serenata




Amar a mim mesmo
Como alguém a me odiar,
Já não vivo eu
No tempo a curar,
Voei até o céu
Apreço de apreciar,
Degusto a vida
Sem receio de acabar,
O sangue pulsa latente
Como a gente se amar,
A verdade é um sacrifício
Como o tempo pode mostrar,
Novos céus e nova terra
Tudo novo repousar,
Teus olhos tão lindos
A tua boca a desejar,
Quero de mãos dadas
Contigo a caminhar,
É a vida chamando
É a gente a dançar,
Apenas uma coisa peço
Ensina-me a te amar,
Sou fiel a sina
De um poeta profetizar,
As vezes não entende
O que a gente pode conjugar,
Gosto do teu papo
Como teus lábios beijar,
Não quero amor romântico
Mas para sempre contigo estar,
Fui fisgado na tua lembrança
Como uma criança a se alegrar,
Não tente me entender
Ainda não sei me expressar,
Prometi viver
Na intensidade aflorar,
Tenho por ti o carinho
Que ninguém soube me dar,
Tenho guardado afetos
Um dia irei tudo lhe entregar,
Poucas vezes na vida
Uma coisa assim pude experimentar,
Minha poesia ganho sentido
Quando veio outra vez me procurar.








Força do Hábito




A noite está cheia de mentes vazias. Quase sempre pelo o velho costume de esperar que algo novo possa acontecer. Mas é sempre a mesma historia, a mesma rotina, as mesmas ladainhas – nada mudou, tudo continua como sempre foi. Há de todos os tipos e gostos. Há quem aprecie casualidades como há também quem aprecie formalidades. Mas, estão todos ali, com sede, com fome, com vontade de preencher aquilo que não pode ser preenchido tão somente pelo prazer.  

Gestos, insinuações, pretensões, indiretas, medo, carência, desespero, fuga, desejo, respostas prontas, conveniências (...), tudo isso junto ou separado sobre a mesa com olhos atentos de quem sofre e ainda não descobriu a razão (está diante de todos).

Cada um sabe o que quer, ou pelo menos deveria saber o que não quer. As palavras são jogadas ao vento, os beijos são distribuídos no atacado, o louvor se perde ante a blasfêmia de fazer e ser sem motivos. Geralmente, as pessoas não sentem culpa, mas só avaliam o estrago no dia posterior.

Assim segue a vida, as noites, os costumes – força do hábito.








17 de junho de 2017

Consciência

Jamais hesite por indecisão e nunca aja por precipitação.

A prisão não são grades, nem a liberdade as ruas; existem homens presos nas ruas e outros livres na prisão.

É uma questão de consciência.



Trem-Bala



Não tenho presa, mas tenho pretensões. Correr nunca foi o meu forte, até porque não tenho estrutura física e psicológica para fazer e se arrepender.  Como lobo, fico sempre na empreitada de observar e saber a hora exata. Aprendi a domar meus instintos e controlar meus sentimentos. Meu amor é antes de tudo primordial e racional. Alfas não podem dar o luxo de ter ansiedade, pois a impassibilidade deve prevalecer. Não jogo, e se tentar jogar comigo sinto lhe dizer que vai perder. Sei que a verdade quase sempre machuca, às vezes seria melhor nunca saber. Mas apesar de não ter presa, não tenho muito tempo.

Não sou de ceder a chantagens; não estou em promoção; não sou bajulador; não sou melhor e nem pior que suas opções; não sofro de carência; não sou dependente de sentimentos; não preciso me promover; não careço auto afirmar – por fim, acho que compreendeu que o meu não será sem variações sempre não.

Não foi pela a oportunidade, mas pelo o instante um furto. Nunca, jamais e em tempo algum abandonei a postura e a estratégia em ação. Nunca desisti, nunca arreiguei um passo atrás. Nunca compactuei com esse toma lá, dá cá. Nunca excluí ou bloquei o acesso. Fui provocado, testado, desacatado, ignorado, taxado, tolhido e acima de tudo mal interpretado. Contudo, o convite está feito e não será desfeito.

Não irei abortar a estratégia, mas posso a qualquer momento mudar a direção. Não estou mandando recado, apenas sendo sincero (valorizo muito esta virtude). Provocações não serão retribuídas, indiretas serão ignoradas e propostas serão bem avaliadas. Como sabe, momentos displicentes são em si os mais surpreendentes – entre uma prova e outra, um gole de café ou de whisky as coisas mudam, a química faz as opiniões mudarem de ideia. Sempre com discrição, sem publico e nem ibope. Entre um gelo e outro, vamos nos encontrando e se atracando entre tapas e beijos.

Não sou de admitir, mas quando me beija todas as minhas teses e teorias vão por agua abaixo. Todos meus planos se desfazem como papel na chuva. Neste momento, todas as caricias são retribuídas pelo menos 7 vezes mais. Meus conhecimentos são postos a ladeira abaixo, meus limites são ultrapassados e meus desejos expostos a serem saciados. A minha boca se cala para trabalhar no teu corpo, os meus olhos se fecham para elevar meu espirito e aguçar ainda mais minha imaginação.


Pena, que não sou nada disso e tudo o que expus é apenas imaginação. 







16 de junho de 2017

Ebulição

Não beijo por beijar, mas se for necessário assim irei fazer. Não contenho expectativas e anseios premeditados que irão me fazer sofrer. O que me importa agora é o estalo e o tempo que de abstrato me força ser absoluto. Quero teu olhar virando e revirando diante das minhas investidas. De nada adianta imaginar e não expor teus desejos. Nada irá acontecer por osmose ou desejos de telepatia. Quero carne, arrepios, calafrios, beijos, tapas, mordidas e tudo mais. A minha pretensão é intencionar o que já era e agora volta ser real.



Teu cheiro ressuscita meus instintos mais vorazes, o teu olhar aparentemente inocente esconde os segredos mais nefários que um ser pode possuir. Tua alma não nega o que tua vontade tem depositado em teu coração.



Que pagar para ver?







Bem devagar, ou o que me resta nunca falar.




Ao meu apreço eu desatento
Nos estilos não expostos me perco
Jazigo no vácuo que habita dentro de mim
No estro que se compõe e não tem fim.

De dantes ao presente momento
Meu pensamento dilacera meus sentimentos
Já não morro de contrição
Pois vivo desde sempre nesta condição.

Foi uma estória em seus meios composta
Que me trouxe na agulha a resposta
Como um livro me prendeu atenção
Aflito correu sem direção.

Jurou-me apego por toda a vida
Promessa apagada e esquecida
Foram baques de milhões esquecidos
Como a mensagem que transpassam os ouvidos.

Não reclamo – apenas observo,
O que fiz e hoje não nego.
Resta-me agora esputar bem devagar
A vontade que tenho de nunca falar.











A luz, as trevas, a vida, a ordem, os deuses e o homem.




No principio não era o logos,
O caos habitava e reinava em todos os aspectos.
Não existia luz,
Pois as trevas cobriam os céus e a terra.
Não havia silencio,
Não havia palavras,
Não havia ordem,
Havia apenas soturnos e caos.

Deuses emergiram de forças estranhas,
Poderes se uniram e se fundiram em si,
O bem e o mal era então uma mesma coisa.

A matéria ainda não existia
E veio a existência através de feixes de luz que consolidaram,
A luz se manifestou em palavras
E fundou a ordem em meio à consternação.
A vida passou a ter significado
Através da luz que transcendia a matéria
E se unificava nela.
A luz se solidificava em matéria
E com algumas combinações gerava vida.
A luz compunha ordem, sons, cores
E radiava beleza.

As trevas foram se dissipando
E dando lugar a um novo mundo.
A luz formava matéria viva
E matéria estática.
A luz foi o fundamento de tudo,
Das coisas visíveis e invisíveis.

O homem tentar explicar,
Mas a resposta está dentro dele mesmo.
A existência, a vida, a razão e a ordem
Foram compostas pelas as trevas
Que se transforam em luz
E estabeleceu tudo. 







É o desejo do meu coração




Eu vou
Como convidado
Ou como intruso
Mas eu vou!

Uma bomba relógio programada do final para o inicio
Escrevendo, compondo, musicando e desafinando.
Diga-se de passagem, que sempre dispus
E fiz disponível me transpondo.

De nada,
Mas não precisa tecer favores.
Compreendo o mundo na simplicidade
Caminhando pela a cidade sem cores.

Palavras sinceras
Sentimentos egoístas
O afeto espera
Quem não está de partida.

Dê-me apenas uma folha de papel
E lhe revelarei a eternidade,
Dê-me um beijo
E lhe farei uma mulher de verdade.

Tenho um coração vazio
E todo o tempo do mundo,
Mas o vazio que me preenche
Faz-me a espiritualidade um absurdo.

Finalmente,
Olhos nos olhos face a face.
Ao meu lar
Toda complexidade se desfaz.









14 de junho de 2017

A teoria de tudo, ou melhor, do nada.




Não há nenhuma possibilidade seja imaginária ou real em regredir. Aprendi na vida que ”para traz, nem para pegar impulso”. O sentido é único e continuo. De forma metafórica ou autêntica, não existe sequer um ponto no universo que seja de forma estática. Os átomos e a energia que compõe toda a existência estão em prossigo andamento conforme o seu curso.  Se é que me entende, o movimento é continuo. Nem sempre retilíneo. Às vezes crescente, às vezes em declínio – mas sempre em movimento. A historia é assim, como espiral que gira e parece se tornar ao mesmo ponto de partida. Mas não, apenas passa por ele para estabelecer um novo trajeto.

O que isso tem haver? Nada! Mas eu precisava escrever.

Como o ato de pensar e trazer a existência daquilo que não existe. Persisto no contraponto de justificar as teses aplicando o sentido inverso. Ou seja, nada pode ser considerado verdadeiro sem antes não passar no crivo dos questionamentos e das criticas. Aceitar qualquer argumento como válido de primeira é como subestimar a inteligência de uma criança. Já dizia um filosofo do século passado que o ser humano se apoia em muletas para se sustentar, as pessoas se amarram em teorias, fantasias, ilusões e percepções sem pé e sem cabeça para aliviar a sua própria realidade. É como criar um mundo paralelo imaginário, abandonar a realidade para viver na utopia.

Toda ideologia (eu disse toda) é fadada em si mesma. Ou seja, apenas trás respostas momentâneas para uma realidade minimalista. As pessoas se apegam a religião por medo, por avareza, por ganancia e por barganha de uma eternidade imaginária ou inexistente. Outros se apegam na politica, na ciência, na filosofia ou outros fundamentos como válvula de escape da sua própria realidade. Existe um vazio dentro do ser humano, ou melhor, um abismo sem profundidade. O homem tenta de todas as formas preencher e tapar este buraco que é impreenchível. As ideologias são ótimas muletas ou remendos de desculpas.

Mas, voltando ao assunto (...).


O movimento é continuo, o ser humano é vazio e todas as ideologias estão fadadas ao fracasso. 







8 de junho de 2017

Poemas, anedotas, ironias (...).




A verdade é como poesia;
Poucas pessoas gostam de poesia.

Mergulho na cinza
E me afogo em razão,
Olho nos olhos
E perco a direção,
Aprofundo-me em sofismas
E me consolo então,
No sentimento que paralisa
Enfatiza o coração,
Quem dera fosse verdade
A santidade na prevaricação,
Levaria anos e anos
Tão profano um tanto quão,
Dizem ser o amor,
Dizem se a paixão,
Mas o fato é uma espada
Cravada no movimento sem ação,
A poesia é a dor em palavras
Na estrofe do refrão,
Foi na cruz que a luz
Dissipou e espancou a escuridão,
Hoje vivo de tilomas
Como a fome que mata sem pão.











Prometi, mas não consigo.

Hoje não quero falar de mim. Também, não vou conjecturar. Não vou me aprofundar em sentimentos vazios e pensamentos rasos. Quero apenas um beijo bem molhado e depois um xicara de café sem açúcar. Mas por favor, não tente entender este momento. Ele não tem muito significado – apenas deve ser vivido.

Um dia fui poeta
E não fui compreendido,
Um dia fui profeta
E não me deram ouvidos,
Um dia eu fui sincero
Como nunca deveria ter sido,
Eu sei que prometi não falar de mim,
Mas não consigo.

Poderia falar de politica, mas este assunto aguça minhas criticas. Poderia falar de amor, mas este assunto traz muita dor. Poderia falar de religião, mas este assunto não tem direção. Poderia falar sobre a vida, mas este assunto é nostalgia. Poderia falar de filosofia, mas é enfadonha a agonia. Poderia falar de poesia, mas poetas não falam, recitam fantasias.

Podemos deixar todos os assuntos de lado,

poderíamos apenas beijar, beijar e beija (...)







30 de maio de 2017

Espírito Fleumático




Agora nada mais me traz ansiedade, stress e depressão. Já não crio expectativa, não tenho afobação, já não sofro pelo o povir. Há muito tempo não sei o que é uma lagrima umidificar meus olhos e descer pelo meu rosto. Não vivo atrás de ninguém e não morro de amor por ninguém. A questão não é “frieza”, mas posso chamar de elucidação da realidade, ou melhor, o encontro com a paz, com a liberdade, com sabedoria, com a saúde e prosperidade. Plenitude, talvez esta seja a melhor definição.

No mundo, o sofrimento é latente. As pessoas correm para cima e para baixo em busca daquilo que não possuem (ambição). São impulsionadas pelo o desejo de ter, de possuir, de usufruir, descartar e não dá mais valor – isso vale para coisas e pessoas.

Que se dane o mundo! O que me interessa neste momento é apenas a calma de espirito.









22 de maio de 2017

Entre a vida e a morte.




Desnudo-me de toda santidade e hipocrisia,
De toda ideia absoluta
E supostas verdades.
Dilacero-me com subserviência
E rasgo Minh ‘alma de fora para dentro.
Embriaguei-me com o cálice da mortalidade
Mas dentro de mim ainda resta o fôlego da eternidade.

Já não vivo pelo o amor
Todavia pelo o prazer que ele me propõe.
Não me importa o mundo e suas mazelas,
Pois, não vivo por circunstancias.
E não morro por ideologias.

Não há duvidas, não há certezas (...).
Apenas percepções, concepções e interpretações.
Não temo a morte
E por isso estou sempre na contramão.
Em verdade vos digo que:
“A vida sempre valerá a pena”
Como num bom filme a sua ultima cena. 







19 de maio de 2017

Crupiê

Ponderar, delimitar e planejar, para: desatender, expandir e realizar. Errei o que tive que errar, e certamente algumas atitudes não me cabe mais. Sim, não sou a melhor companhia para quem procura algo mais estável, provavelmente meu jeito solitário, impaciente, inconsequente e intransigente, o que não ajuda muito.

Mesmo assim, acreditei que iríamos nos encontrar mais vezes e que isso ajudaria a nos dar mais intimidade. Até gostei dessa ideia, seu jeito e nossas afinidades. Mas sabe como é mantendo-me sempre com um pé atrás, mas nunca um passo atrás, precavido, prevenido, e sem falar que me dou muito bem sozinho.

Sendo assim, que cada um busque seu caminho e suas respostas, você com suas regras e leis e eu com minha nobre liberdade.

12 de maio de 2017

Eutanásia ou livre, totalmente livre.

Livre, totalmente livre (...)
das amarras e das amarguras,
Da solidão,
Da ambição e das armaduras.
Homem livre!
Do amor e suas torturas,
Das paixões,
Do rancor, da dor
E de suas conjecturas.

Sou livre!
Do céu, do inferno e deste mundo.
Totalmente livre
De ideologias e fantasias.

Parece um absurdo?

Livre da predestinação,
Da obsessão do livre arbítrio.

Sem rotulos
Sem partidos
Sem nenhuma razão
Sem nenhum sentimento
Esta é a sina que facina
Quem nasceu para ser livre.

Livre para a liberdade que me circunda,
Para a paz que me alimenta,
Livre com mansidão
E domínio próprio,
Livre da escravidão sexual
E das mazelas comunentes.
Livre pela a verdade
Pelo o respeito entre "eu e tu",
Livre do pecado
De Deus e o diabo,
Livre, totalmente livre (...)






4 de maio de 2017

O sentido da interpretação sem sentido, ou quem tem capacidade de entender.




O sentido está na busca, na expectativa, na idealização, no vazio impreenchível que coabita dentro do ser humano. O sentido é apenas uma interpretação da realidade. É uma metáfora mais que abstrata. Tanto é verdade, que as coisas perdem o sentido quando encontramos a razão da ansiedade, da depressão e do stress. Eu, por exemplo, encontrei sentido no desapego das coisas, das ideologias e principalmente das pessoas. Quem é desapegado sofre menos (minha humilde e opaca opinião).

Há muito tempo não sei o que é chorar, derramar uma lágrima pela a morte de alguém ou lamentar a perda de alguma coisa. Há tempos que não perco tempo com o passado e não me desgasto com o futuro. As pessoas tentam planejar o futuro como se elas tivessem o domínio do amanhã. Elas perdem o seu presente para criar um futuro que talvez nunca vá acontecer. Muitos se apegam a religião como se fosse à única verdade absoluta. Abstém-se da realidade de hoje na expectativa de uma eternidade que ninguém sabe ao certo se é real.

Muitas pessoas buscam felicidade no sexo, no dinheiro, nas drogas, no trabalho, na politica, na religião, em outras pessoas e nas coisas. Procuram respostas para viver e para morrer. Eu sinceramente, não sei se a vida realmente tem sentido. Não tenho nenhuma certeza a respeito do que vai e pode acontecer amanhã. São centenas de milhares de profecias e previsões (especulações). Em cima disso, as pessoas traçam planos, metas e objetivos. Mas quase nunca este desejo é saciado. Os desígnios são apenas uma degrau rumo ao nada e ao acaso - e para quem tem fé “ao céu ou ao inferno”.


Por fim, generalizando “tudo é interpretação”.  







Acreditar ou não acreditar?




Não acredito em diabo (seja ele ou quem ela for). Não acredito na lei da recompensa e na virtude da bondade. Não acredito em nenhum tipo de ideologia. Não acredito em políticos e nem na politica. Não acredito em Deus (judaico, islâmico, cristão ou qualquer outro). Não acredito no ateísmo e não sou agnóstico. Não acredito em mulheres. Não acredito na falta de interesse e na falta de motivação sem busca do prazer. Não acredito em anjos. Não acredito que a terra seja redonda e nem que o homem pisou na lua. Não acredito no inferno e também não acredito no céu. Não acredito nas boas intenções dos socialistas e dos comunistas. Não acredito na ciência e tão pouco nos cientistas. Não acredito na historia tendenciosa que me contaram a respeito da humanidade.

Você me pergunta “Em que você acredita?”.

Acredito na vida e na morte, na paz e na guerra, no amor e na indiferença, nos abraços e na falsidade, nos beijos e nas más intenções, nos carinhos e no desapego, no sexo imparcial, no trabalho, nas amizades verdadeiras e corriqueiras (também acredito na hipocrisia).

Acredito naquilo que penso, que vivo e que alimento.

Acreditar em tudo ou não acreditar em nada é apenas uma cosmovisão, ou uma interpretação do que somos, de onde estamos e do que acreditamos ser.

Acreditar ou não acreditar – não muda nada.









26 de abril de 2017

Rotação e translação




Hoje não te amei
E perdi a razão.
Com meu blues chorei
E embacei a visão.
Não queria compartilhar
Mas curtir a realidade
Como não sou de falar
Machuquei-me com a verdade.

Hoje eu acordei
Sem rumo e sem direção
Porque eu procurei
Calar meu coração.
Da vida não quero mais nada
Senão sorrisos, abraços e beijos.
Sem dor e sofrimento
É a utopia que desejo.







dE SauDade ao PoVir




Hoje bateu lembranças
De um tempo que não volta mais.
De longe e ainda devagar
Vivo a vida sem desperdiçar.
Dedilho distraído acordes
Como o paladar de Cabernet sauvignon
Ensaio versos perversos
Buscando nos céus um novo tom.

Como bem sabes minha vida está fora da curva
Minha poesia longe das regras
As vírgulas ponho onde quero
E quando não quero – não faço questão.

Ainda que não acredite e critique – tenho fé!
Baseio-me no fundamento sem ritos, sem fardos e sem religiosidade.
Para o amor não existe lei
Para o amor não consiste o pecado
Para o amor tudo é valido
Para o amor não existe culpa
Para o amor a vida e a morte se unem e se perdem.

O que poderá agora mudar o povir?
Se acreditar em livre arbítrio ou em determinação – Para mim tanto faz.
Não tenho medo da morte
Não tem vontade de ir para o céu
Não tenho desejo pelo inferno
Interessa-me tão somente aqui e agora

A vida é muito curta para negociar a eternidade
A vida é muito curta para perder tempo
A vida é muito curta para não fazer valer a pena
A vida é muito curta para lamentar
A vida é muito curta para não experimentar o novo
A vida é muito curta para julgar os outros ou se culpar

Vivo o presente como uma dadiva
Como uma oportunidade de ser e fazer alguém feliz!







6 de abril de 2017

Meu eu em mim




Desejo apenas este momento
Como um puro e santo instante de vida
Quero guardar
Para lembrar por muitos anos
Minha alma clama
Minha voz proclama
Em um alto e bom som

Já não tenho mais certezas
Não guardo mais segredos
Sem rancores
Sem mágoas
Sinto o tempo chorar
E me pedindo para voltar
Mas tenho que partir
Ir para bem longe de mim

Vou nas asas do espirito
Sem ansiedade
E sem pretensão
Sou um homem livre
Sem pontos
Sem vírgulas
Sem argolas
Sem algemas








28 de março de 2017

28 de fevereiro de 1996




O tempo conjugou o verbo no pretérito imperfeito e sem querer afirmou o que não deveria dizer – quem sabe em alhures ou num futuro mais próximo?

Ao proferir a verdade
Um esboço descrito em uma folha de papel
Ou simplesmente uma expressão.

Ninguém sabe onde tudo começou
Ninguém sabe quando tudo vai acabar
O bonde da historia segue em movimento
Sem saber o destino a chegar.

Enquanto isso (...),
Vou andando pelas marquises da vida
E aprendendo a viver.
-Descobrindo um novo compreender.

A vida ama quem ama a vida
E dá prazer a quem sabe viver. 







18 de março de 2017

Um rei sem vaidade

Não tenho desculpas dar;
Não tenho razões para temer;
Não tenho fardos para carregar;
Não tenho que pagar para ver.
No dia que me amei, descobri um pretexto para viver.
Neste dia encontrei um afeto que não me faz sofrer.
sei o que digo (poucos podem entender).
Vivo a cada dia sem medo de morrer.
Porque já morri 7 vezes e ressuscitei,
Aprendi com a vida e de todas ideologias me esvaziei.
A minha vaidade expirou
E de mim mesmo me tornei rei.














27 de fevereiro de 2017

Breve Eterno

Foi no pretérito meu verbo conjugado
Minha linda, minha flor, meu amor (...).
Agora me testo
Perco-me em poesias
Dedilho pestanas
Não sinto mais dor.

Apenas lembranças
Saudades
Um breve eterno
E um beijo marcado
Foi tudo o que ficou.

Lembro-me das primeiras palavras
Do mês, do dia e exatamente a hora.
Não olvido o tempo
Que dantes me remete agora.
Não esqueço o teu olhar
Teu sorriso
O frio que sentia na barriga
E o calor que aflorava em meu peito.

Mas o tempo passou
O verbo se conjugou
E o breve eterno acabou...
Chorei e sofri; Mas passou.
E eu entendi.
Continuei meu caminho
E hoje estou aqui (sem ela),
Mas sereno, realizado e feliz.









23 de fevereiro de 2017

Gozo pleno, ou melhor, felicidade.




Nada mais proeminente que a fleuma, ou melhor, a paz.

Tudo que tenta roubar a paz não tem dignidade, se que quer deveria ter atenção ou relevância. Contudo, o mundo vive cheio de um vazio chamado “ansiedade”. As pessoas sofrem por antecedência, por impaciência, por inquietude, por status, por dinheiro, por ideologias, por relacionamentos, por querer ser aquilo que não é.

Poucos entendem o que verdadeiramente seja paz. Raros sabem o que é ter paz no meio da tribulação – “Talvez esse seja o segredo da chamada felicidade”. A preocupação é o contrário de quietude, viver um problema por antecipação é como conhecer a morte na juventude.

O mundo anda muito acelerado, as pessoas não tem tempo para o dialogo, para o café, para o sexo, para observar os passarinhos fazerem ninhos nas copas das árvores. As pessoas perderam a noção de tempo. Submergiram ao ritmo sem cadencia, sem decência, sem pausas, sem melodia – se entregaram ao imediatismo.

Muitos buscam a riqueza da noite para o dia, outros querem relacionamentos a qualquer custo – desejam as coisas simplesmente por prazeres imediatos e vaidades. É aqui, é agora – se não for assim e do meu jeito, não quero. Com isso, muitos estão doentes, depressivos, estressados, decepcionados e envelhecendo mais cedo.


O que é ser feliz? Na minha humilde e opaca opinião, felicidade é plenitude. É realização, é satisfação por aquilo que é. Felicidade é sabedoria, saúde, paz, liberdade e amor. Felicidade é sorriso, é admiração pela vida, é respeito pelas pessoas – felicidade é ter paz de espirito, longanimidade, ser pacifico e manso. Ser feliz é viver o sermão do monte, é caminhar na contramão dos desespero, é ser verdadeiro, fiel, é poder amar uma mulher e fazer amor todos os dias. Felicidade não pode ser escrita e descrevida, felicidade deve ser vivida. 








30 de janeiro de 2017

Impossível






Impossível para mim é tudo o que posso e não quero, que quero eu não devo, que devo e não faço. Impossível é apenas um sentido de uma mera concepção que tenho e não consigo fazer, ter ou compreender. Impossível é o que devo e não consigo pagar, é o que desejo e não possuo, é o que acho e não compreendo. Impossível um dia pode deixar de ser, pois pode ser tangível, cognoscível e por enquanto. O meu impossível é cheio de contradições, de acepções e concepções. O impossível é para mim relativo, abstrato e de tempos em tempos conjugado. O impossível é transitório, imaginativo, atinente ao tempo e ao espaço. 

A ideia de impossibilidade me permite fechar dentro do meu mundinho e rejeitar a complexidade da realidade. O impossível é uma variável de acordo com a consciência de cada um – logo o que é impossível para um pode não ser impossível para o outro. Por outro lado, acreditar que todas as coisas são possíveis é uma logica sem logica. Vou explicar “o fato de ter fé não quer dizer que algo vai existir ou acontecer”. Fé é como chutar uma bola de futebol do mesmo lugar com a mesma força, ou seja, ela nunca segue a mesma trajetória e atinge com precisão o objetivo. 

Fé está longe de ser algo absoluto. Mas o que é absoluto neste mundo? A resposta é “nada”, pois tudo que está condicionado ao tempo e ao espaço um dia vai deixar de ser. Todas as coisas vivas um dia irão morrer, até mesmo as coisas inanimadas estão em constante processo de transformação. Todo o universo está em movimento deste as galáxias ao um átomo de uma mesa de ferro – tudo muda, tudo se transforma, tudo acaba e se renova. 









Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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