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19 de outubro de 2017

O resto é o resto, ou apenas escólios.




Chega aquele momento que não mais se precisa de DEUS
É um tempo de incondicional purificação
Também chega o dia que não mais se precisa de AMOR
Pois amor só trouxe sofrimento e dor
O coração não tem mais fé
Os olhos não choram mais
Resta apenas o corpo cansado de tanto trabalho

Em vão as mulheres me chamam, não atendo.
A minha melhor companhia sou eu mesmo
No silencio encontro paz
Já não espero nada do mundo
Muito menos aos praticam bondade
Por medo do inferno
Ou como forma de alcançar o paraiso.

Estou ficando velho (e cada dia melhor),
Minha mente está ficando leve
Pois meu coração está vazio.
Não sofro, não passo fome, não choro, não tenho medo (...).
As pessoas que passaram por minha vida
Conseguiram me provar que sempre estive certo.
Enquanto isso a corrupção no meu país se alastra como uma pandemia.

No mundo há guerras, doenças e todo tipo de mazela.
Mas a vida segue e o tempo não para,
Espero que um dia as pessoas se libertem
Do mundo, da politica, de Deus, do diabo,
Do dinheiro, dos desejos carnais e das conjecturas espirituais.

Chegará o tempo em que não haverá prazer na morte,
Chegará o tempo em que a vida encontrará significado,
Chegará o tempo em que o mal e o bem serão aniquilados,
Chegará o tempo em que não mais conjugará o verbo “fazer”.

Que haja vida com respeito e sem mistificação,
Que toda idolatria seja extinta e desconstituída,
Que o amor volte a sua essência e não traga mais desgosto,
Que toda ideologia e demagogia seja apenas um rabisco sem valor,
Que a vontade de ser seja maior que o desejo de possuir por mera vaidade,
Que o orgulho seja anátema nos corações humanos.

Neste tempo a santificação não fará sentido, pois não haverá malicia.
Continuemos a vida plena
Com sabedoria, liberdade, prosperidade, saúde e paz.

O resto é o resto, ou apenas escólios.







17 de outubro de 2017

Espírito de Lobo




Sou facilmente atraído e dominado – principalmente quando quero. Entrego-me sem pudor e sem reservas. Oculto toda expertise e me cubro com o manto da pureza inocência. Sou animal arguto, experimentado, cauto e mesmo quando cativo – autócrata.

Como lobo virtuoso caminho pelas as veredas da solitude, da plenitude, do domínio próprio, da consciência plena, da paz, da alegria de ser e viver, da prosperidade, da sabedoria, da justiça, da mansidão e do meu próprio senhorio sem perder meu instinto bruto selvagem.

Fiz do meu uivo – um canto.
Fiz da poesia – um alento.
Fiz da religião – um degrau para além.
Fiz da força – um escudo.
Fiz da filosofia – um caminho.
Fiz da família – um alicerce.
Fiz da solidão – um afeto.
Fiz do sofrimento – um amor.


É estranho tentar compreender, mas nasci para ser o que devo fazer. Caso contrario, a vida não teria sentido e significado. Sou animal manso e feroz (tenho domínio próprio). Vivo bem em qualquer situação e ambiente - Seja só ou acompanhado. A vida me ensinou a esperar o momento certo, a aceitar que nem sempre vou ganhar, a conter meus instintos para que eles não corroborem a minha própria ruina. 







nAdA sUpLaNtO




















Portanto,
Por enquanto,
até quando?
um tanto quanto
me levanto e canto.
Perco o encanto
E não mais me garanto.
Sinto fome e janto,
Quando pranto
Me quebranto
Com humildade abrilhanto
Acordo e adianto
Com ideias me agiganto,
Na graça desencanto
O português esperanto
Porquanto Monsanto
Colho o que não planto.







O que o tempo não foi capaz de olvidar




Ela me amava (pelo menos dizia),
Sentia minha falta
e de saudade quase morria.
Ela brigava,
Queria estar perto
Gostava de dar e receber afetos.
Ela me abraçava,
Quase me sufocava
Estávamos juntos (quase todos os dias).

O tempo foi passando
A paixão foi esfriando
O amor foi acabando

Hoje não sei como ela está
Nem onde está.
Ela não sabe onde estou
Nem como estou.

O que um dia foi
Hoje não é mais
E não será nunca mais.

Fica na lembrança
E no coração
Apenas um breve
Belo momento
Que o tempo
Não foi capaz de olvidar.







Pelas as veredas




Nada ocasional, formal ou casual.
Tudo como deve ser pela a existência de sua singeleza.

Sem indulgencias
E interesses corriqueiros,
Seja pela a vontade do querer
Ou pela a inercia de esperar acontecer.

A filosofia apazigua a alma
Ela passeia pelas as veredas do mundo
E exalta o ser.
Desta forma;
Os dias são como cadeias para quem tenta sobreviver
As noites são como vias-crúcis para respira sem significado.









Deixe-me




Deixe-me viver sem saber nada;
Deixe-me morrer sem saber nada;
Deixe-me padecer na ignorância
De não saber ou haver ter sabido nada.
Deixe-me com minhas loucuras
E minhas lacunas sem respostas.
Deixe-me sofrer por não acreditar
No inferno e no paraíso.

Deixe-me conviver com o nada
Com absoluto vazio,
Deixe-me com minhas verdades
E meus sofismas.
Deixe-me fechar os olhos
E lembrar as coisas boas que vivemos,
Deixe-me com a vontade latente
E com meu sorriso bobo de criança.

Deixe-me cantar desafinado
E admirar o oco de Nietzsche,
Deixe-me com o espanto
De não compreender a vida,
Deixe-me observar de longe
As noites cheias de pessoas vazias,
Deixe-me com saudade do teu beijo
E o ódio mortal dos teus modos.

Deixe-me e eteceteras (...).







9 de outubro de 2017

Não ocasional


Frases, cases, cartazes, fases, aprazes – nada mais satisfaz.

Mudar o repertorio
Ante aos mesmos e contínuos hábitos,
Prosseguir com mais consciência,
E menos probabilidades.
A máxima é ponderar!
Impulsos reativos não mais considerados
E a paixão não tem mais lugar.
Por um amor consciente respeitoso;
Que a razão possa ocupar
Seu título nobiliárquico
e nunca mais errar.







6 de outubro de 2017

Paro no tempo




Paro no tempo
Mas o tempo não para
Ele caminha e faz seu destino
Eu sigo rumo ao nada.
Paro no tempo
E observo a madrugada
Todos os dias a mesma rotina
Como uma menina abastada.
Paro no tempo
E ele não me diz nada
Segue em silêncio
Como segredos de fadas.
Paro no tempo
Com aflige agitada
Ela sempre reclama
E nada lhe agrada.
Paro no tempo
No momento da largada
Avisto o objetivo
E sem motivo dou risada.
Paro no tempo
Para beijar minha amada
Ela é tão linda
Mas ainda quando acariciada.
Paro no tempo
Para ver a velhice anulada
Mas ela insiste
Em correr em disparada.
Paro no tempo
Como uma virgem apaixonada
Que suspira amor
Esperando ser arrebatada.
Paro no tempo
Para não cair numa cilada
Ressalto os desatinos
Desta longa e dura caminhada.
Paro no tempo
Com a bula assinada
Assassinei a verdade
Como a vontade atrelada.
Paro no tempo
Com a data atrasada
Não sei para onde vou
Se para Miami ou para Maçada.
Paro no tempo
Com a dor aguçada
Mas é preciso caminhar
Com a fé respaldada.
Paro no tempo
Com a mente atualizada
Confecciono minudências
Com paciência afinada. 







5 de outubro de 2017

Volto a ser poeta no dia (...).




Volto a ser poeta
No dia que o perdão for maior que o orgulho
Volto a ser poeta
No dia que a profecia não for mais corriqueira
Volto a ser poeta
No dia que teu beijo voltar a ter sabor
Volto a ser poeta
No dia que o mundo apregoar razão
Volto a ser poeta
No dia que o dinheiro não comprar o amor
Volto a ser poeta
No dia que os pecadores alcançarem misericórdia
Volto a ser poeta
No dia que a politica deixar a corrupção
Volto a ser poeta
No dia que as crianças perderem a malicia
Volto a ser poeta
No dia que as putas beijarem a face de Cristo
Volto a ser poeta
No dia que eu aprender o que é humildade
Volto a ser poeta
No dia que pudermos respeitar sem preconceitos
Volto a ser poeta
No dia que o sol for para a noite o que a lua é para o dia
Volto a ser poeta
No dia em minha estupidez der lugar à sensatez









Da complexidade a simplicidade do ser.




Que o espanto e o mistério
Nunca sejam para mim demasiados,
Que haja sempre contentamento
Nos olhares admirados
E continua falta de saber ante a beleza
Que conchega as cores
Da aurora boreal
Em compasso as vibrações
Das notas musicais
Que compõe a harmonia
E a melodia dos cantos
Dos pássaros, dos golfinhos
E principalmente os estrondos dos trovões
Que assombram e dão medo
De modo que faz meu amor
Se refugiar e dormir no meu peito.

Obrigado vida!








4 de outubro de 2017

Serpentes & Lobos.




Ficou olhando nos meus olhos tentando me seduzir e não viu quando virei a carta sobre a mesa. Logo você que é tão articulada e atenta aos mínimos detalhes? Mas desta vez deu ruim. Você subestimou meu silêncio e minha inteligência, tentou aplicar o golpe da serpente no Lobo? Entenda de uma vez por todas que o instinto de domínio e cautela dos alfas é mais aguçado e astuto que qualquer inteligência na natureza. Percebemos o perigo de longe, por este motivo estamos sempre em espreita alerta, não confunda domínio próprio com passividade. Os lobos são seduzidos somente quando querem ser. Leões e tigres são maiores, mas não reinam sobre os lobos. Somos livres e independentes, sabemos viver bem sozinhos, em família e em grupo. Nunca desdenhe a capacidade do lobo no espaço-tempo.

Por falar em tempo, este não está ao seu favor. A cada dia e a cada hora que passa ele vai retirando de você o poder de seduzir. Com isso, também vai perdendo a capacidade de manipular. Nós lobos nunca precisamos da beleza e da sedução para nada. O nosso domínio é estabelecido pelo o poder da força, da inteligência, da independência e da sabedoria. Serpentes não são palias para lobos, sua astucia e seu veneno não funcionam com os “Canis Lupus”.

Pode tentar jogar, seduzir, manipular, chorar, dissimular, inventar artimanhas, lançar venenos ou que for – nada disso vai funcionar. Serpentes são astutas, traiçoeiras, sedutoras, perigosas e covardes. Lobos não são movidos pela a paixão, por isso impõe medo e respeito. São frios e inteligentes, audazes, ferozes quando necessário. Fortes e companheiros, fieis e resistentes.


Que recomece os jogos, ou melhor, a luta!







3 de outubro de 2017

Queria não dizer isso




Estar junto é a mais sublime de todas as escolhas,
É um desejo capaz de quebrar todos os preconceitos e paradigmas,
Mas, tem dias que este anseio vira raiva
E a tristeza bate mais forte.
Neste momento as nossas expectativas se frustram
E a gente não ama do mesmo jeito.
Nosso semblante muda
E os nossos propósitos parece perder a direção.
Sentimos tudo, pensamos em tudo – menos no amor.
Estes são dias de conflitos,
E a mais perigosa atitude é abrir mão daquilo que tanto se desejou.
Deixar para lá e olvidar os sentimentos
É abrir mão da pessoa que talvez nunca mais vá lhe aceitar de volta.







Doncovim, proncovô, oncotô...




Somos iguais
E ao mesmo tempo diferentes,
Não temos os mesmos gostos
E não pensamos da mesma forma.
Somos limitados
Mas temos autonomia,
Comportamentos distintos
E enquanto humanos
Criamos nossas próprias crises.
Somos da terra
Da mesma matéria e substancia
Alguns se acham melhores
Não por ser, mas por ter alguma coisa.
Somos o que somos
E assim vivemos e morremos,
Mas ainda não sabemos
De onde vimos
E para onde vamos.








2 de outubro de 2017

Más lembranças




Dos nossos planos
Não sinto saudades,
Tenho pânico só de lembrar
Que um dia compartilhamos
os mesmos propósitos.
A vida me ensinou
E eu pude aprender
Que longe de ti
Poderia ser mais feliz.
Hoje, desfruto da liberdade
Como um pássaro
Que nasceu para ser livre.
Nunca mais irei me submeter
A ser infeliz
E a fazer alguém infeliz.








Sem confusão




Sou a minha própria religião
Constituo a minha própria fé
Faço a minha própria politica
Poetizo minhas próprias poesias
Escrevo minhas próprias teses
Filosofo meus próprios conceitos.

Não preciso e não careço de muletas.

Não busco méritos,
Reconhecimentos ou recompensa por alguma coisa.
Não sou dono da razão,
Não sou melhor que ninguém.

Vivo em paz
Busco domínio próprio sobre os meus anseios e desejos,
Sou feliz a minha própria maneira,
Esquadrinho a sabedoria
Na plenitude de todo meu ser.

Não careço de pessoas ao meu redor,
Não busco aceitação,
Não sofro de solidão
E não preciso auto-afirmar.

Respeito e admiro a natureza
Como toda a existência.
Estudo comportamento humano
Como a própria metafisica.
Atendo mais as perguntas
Do que as respostas.

Não mereço o paraíso
Como o inferno para mim não é lugar.
Não sinto prazer da desgraça dos outros
Como o mundo assim é.
Não tenho nenhuma espécie de orgulho
Assim meu coração deleita sobre a dignidade.

Acredito que o segredo da vida é viver
Sem o peso da culpa
E sem barganhar favores com deus.

Não precisamos de padrões,
Não precisamos de regras,
Não precisamos de promessas,
Não precisamos de alianças,
Não precisamos de nada...

Que a vida seja plena na sua própria essência,
Que o tempo faça valer os seus propósitos,
Que haja compreensão para compreender as coisas simples.
Que tudo no fim possa ter valido a pena.






O mundo está chato demais! Ou, escravos da tecnologia.



Em todos os lugares a ansiedade se alastra como uma epidemia. As pessoas expõe suas vidas em busca de “views” e curtidas, outras em forma de aceitação e autoafirmação. É moda comentar e compartilhar. Tudo o que acontece na vida cotidiana é exposta na Tv e nas redes sociais, sem contar a enxurrada de fotos e opiniões rasas sobre todo tipo de assunto.

Por todos os lugares há pessoas escravas de um vicio que nem mesmo elas sabem que possui. São os app’s o contagio do momento. Se a pessoa ficar um dia sem se conectar, o mundo perdeu o sentido. A necessidade de estar conectado é quase a obrigação de se alimentar e dormir – as vezes até supera.

E o pior, é muita informação para pouca utilidade. Na internet há muito conteúdo (sobre todos os tipos de assunto). Lamentavelmente muitos não sabem usar desta ferramenta e usam as redes sociais para derramar todo tipo de mazela. As redes sociais deram vozes aos idiotas, as pessoas carentes, ansiosas, ignorantes e afins. Sem contar os oportunistas, os ambiciosos, os maliciosos, ladrões e ardilosos.

Há de tudo! É até difícil separar o trigo do joio. As vezes até nos perdemos ao mundo de informações uteis e inúteis. Pessoas poderosas aproveitam deste artificio para plantar sofismas e engodos na mente das pessoas. A maioria é influenciada e pensam como os comandos querem que eles pensem. As pessoas são manipuladas e vigiadas o tempo todo.

É fácil saber onde a pessoa mora, o que ela gosta de comer, quem são seus amigos, os lugares que ela já conheceu, as opiniões dela sobre os acontecimentos, os seus parentes e suas preferencias de modo geral. A vida das pessoas é como um esgoto ao céu aberto. Urubus e carniceiros aproveitam destas informações para sacanear e outros para ganharem dinheiro.

A medida que a tecnologia vai evoluindo, mais as pessoas vão se tornando escravos dela. Hoje é quase impossível viver sem celular, computador, GPS, equipamentos eletrônicos com Bluetooth e Wifi. Infelizmente, a maioria das pessoas não estão preparadas e suas mentes não evoluem na mesma velocidade, fazendo assim que se tornem prisioneiras do sistema que elas mesmas alimentam com informações pessoais.







1 de outubro de 2017

decomposição




Eu não te amo e não tenho pena de mim,
A minha vontade de fazer, passou.
Dantes até hoje;
Meus anseios me assassinam.
Assino agora a sentença de extenuação
Por minha mente que atualmente
Não conversa mais com meu coração.
Ainda não consigo compreender
A razão que me faz esconder
E viver de modo continuo
Sobre a mesma rotina dentro do meu ser.

Talvez meu coração esteja no passado,
Minha mente no futuro,
Minha aflição no presente
E meu espirito já repousando na eternidade.

Admito minha debilidade
Entre parágrafos, versos e confissões.
Meus poemas caminham por labirintos
E não falam mais de amor.
Meu partido se partiu no mesmo instante
Que descobri que nada sou.
Mas até hoje o macro e guimbas partículas
Não me localizaram no orbe
Pelo o qual eu vim
E estou prestes a me decompor.







Em tese a realidade perpendicular ao ser que pensa em crise a sua própria percepção, ou Eva e as maçãs.




Por toda força de potência
Que reside dentro de cada um de nós;
Há uma expectativa pela qual o anseio
Habita e nunca se supre.
É ai que nasce às decepções,
As frustrações, as desilusões,
E as ilusões – em resumo; as paixões.
É natural esta vontade,
É inerente ao ser humano,
É perpendicular a liberdade em designo.
São os sentimentos e as concepções
Que estabelecem o modo de viver.
É a leitura do mundo
Que formam os conceitos
E os padrões de vida.
É isso de estabelece as opções
Religiosas, amorosas, politicas,
Sociais e afins.
O ser é o retrato do mundo
Que ele criou dentro da sua mente.
Se para alguns a ideia de transcendente,
Imanente e incognoscível está em deus,
Para outros esta percepção
Está impregnada a própria realidade.
Há também quem não pense desta forma,
Apenas vive de acordo com as excitações
Do mundo e do dia a dia.
Por fim – tudo são interpretações.








29 de setembro de 2017

Meus desejos e tuas fantasias.
















Quero devorar tua carne,
Consumir a tua alma
E sugar teus sentimentos.
Quero ser seu dono,
Teu amante e teu mordomo,
Quero a tua vida tão somente para mim.
Quero teu cheiro impregnado na minha cama,
A tua voz sussurrando nos meus ouvidos
E meu corpo dentro do teu corpo.
Quero e como quero
Realizar meus desejos e tuas fantasias.









Aprofundando no assunto:




Historias e estórias que o tempo não se encarregou de mitigar,
Por enganos e desenganos
Que a vida insiste novamente conjugar.
Outra vez (...).
Tudo novo de novo, ou uma variação do mais do mesmo.

É preciso compreender (pelo menos tentar),
Que cada um tem a sua forma de decantar, fermentar e ou destilar.

São sabores e dissabores,
Vontades, fantasias e segredos.
Lamentavelmente também há mentiras, ironias e intrigas.

É tudo isso mui interessante,
São assuntos para serem degustados em oportunos.
Não importa se com whisky ou café,
O fato é demais consistente em profundidades.

Podemos ir pela bíblia
Caminhar pela ciência
Agregar conjecturas
E controverter opiniões.

É tão bom como sexo
Edificante como a sabedoria
Digno como o trabalho
Maravilhoso como o por do sol.









O Brasil acabou!!!




Pessoas perdidas e iludidas na esquerda e na direita,
Ideologias fadadas ao fracasso,
Opiniões consistentes e ações ineficientes,
Brigas, debates e discussões sem fim (...).
Gente de todos os tipos vomitam conceitos e preconceitos na internet,
Povo atrasado, bitolado e utópico - Massa de manobra!
Estão todos “fudidos” (eleitores de Lula e Bolsonaro).
A corrupção é uma pandemia,
Vigaristas em todos os poderes
Principalmente na classe baixa e menos favorecida.
O Brasil é terra de ninguém,
Devassidão se tornou arte
É musica ruim por toda parte.
Juízes não praticam a justiça,
Deputados – quase todos os filhos da puta.
A criminalidade atua na certeza da impunidade,
Pessoas de bem são algozes, opressores e preconceituosos.
É guerra moral, espiritual e física – uma pugna sem fim.
Estão todos perdidos e mais uma vez “fudidos”.
Todos furtam (do pastor da igreja, o ministro, ao trombadinha na rua).
O Brasil acabou!









Extraordinária previsão




Imaginando o inexistente
Dando forma ao nada
Algo nunca aparente
Uma ideia nunca pensada

Estilo arrojado
Capa quase perfeita
Traços finos e fortes
Reforçados pela direita

Assistente supervisor
Marcados pela expressão
Tempo condicionador
Desafiado pela solução

Trancados calados
Gradativamente devagar
Um futuro passado
Com a esperança de chegar







Escalas Harmônicas sem melodia




Dia de sol
Sol que ilumina
Ilumina manhã
Manhã de primavera
Primavera de flores
Perfumam nossa vidas
Vidas de sonhos
Sonhos de esperança
Esperança de encontro
Encontro de afeto
Afeto que suspira
Suspira como o gozo
Gozo de prazer
Prazer que desperta
Desperta sentidos
Sentidos extintos
Extintos pelo tempo
Tempo que voa
Voa como os pássaros
Pássaros que inspiram
Inspiram a poetizar
Poetizar novas canções
Canções que encantam
Encantam mulheres
Mulheres que desejo
Desejo que perdi
Perdi no passado
Passado que não volta. 







A razão sem orgulho pela a vida que se compõe e se decompõe.




Seu eu pudesse viajar no tempo, não mudaria nada. Ficaria apenas observando detalhes e juntando as peças do quebra-cabeça da vida. Não tentaria alterar tempo e nem conjugar novamente a linha de ação pelo qual o destino e o acaso traçaram.

O amplo episódio da vicissitude são os erros que nos impulsionaram para a maturidade e acumulo de experiências – esta é a verdadeira sabedoria.

Deixe-me em paz e vá em paz
Ame outra vez como dantes jaz
Valorize o incidido ainda e cada vez mais (...).

Abençoo-te em nome da eternidade
E amaldiçoo-te em nome do Deus Chronos (tempo).
Que tuas lembranças sejam um perene letargo
E tuas esperanças um jugo leve e suave.

E volto agora a minha humilde, opaca e macambúzia realidade. Recolho-me ao casulo das palavras duras e sinceras, mas que curam e libertam a alma. Meus sentimentos são incididos, robustos e contínuos.  Por isso, e por tantos motivos vivo e morro conjugando verbos no tempo-espaço onde a vida se compõe e se decompõe.

Quem me dera ao menos uma vez elucidar o Deus que é luz e habita em meio as trevas. Esclarecer o significado do vazio que reside no teu peito pela ausência da minha prevenção. Quem me dera ao menos uma vez viajar no tempo de mãos dadas com você para lhe mostrar que nunca tive orgulho, mas sempre tive razão.









Flor do mal, ou diamante sem valor.




Era um diamante precioso
Que perdeu o brilho
A beleza e o valor.
Foi esquecido
Abaixo dos escombros
De onde a saudade
Nunca mais lembrou.
Foi olvidado com o tempo
Num baque momento
Por uma bela e frágil flor.
Era ela cheia de espinhos
De perfume sedutor
Que perfurou o meu peito
Com malicia e amor.
Mil vezes maldita
Pela a profecia revelada
Na calma onde reside a dor.
Morro poeta abandonado
Por ter mantido a perspectiva
Com um diamante sem valor
Em escambo de uma funesta flor.







26 de setembro de 2017

Incompletude...



“- Os advérbios são sempre mentirosos...” Me disse um amigo psicanalista. Então passei a desconfiar. Quero dizer, se ela diz: “- Te amo muito”, o muito aí é suspeito. O problema é porque ninguém quer acreditar nisso, nem mesmo o próprio emissor. - Mas como? Eu disse: “eu te amo muito, MUITO, MUITO...”.


Por quê? Irás me perguntar. Porque é indubitável, axiomático e irrefutável. É próprio do verbo ser marcado pelo inacabamento, que o próprio sustenta. Como existe esse inacabamento, é preciso dizer: muito, quero dizer: Loucamente, Terrivelmente, Apaixonadamente. Mas esse muito vem te lembrar, evidentemente, aquilo que ela tenta preencher, completar ou compor.
Crupiê (...).







Devolva-me ou morra!

Devolva-me meus acordes
E perdoe os contratempos,
Devolva-me meus beijos
E fique com teus lamentos,
Devolva-me meus poemas
E não espere meu advento,
Devolva-me a alacridade
E guarde teu sofrimento,
Devolva-me as acometidas
E não chore teu unguento,
Devolva-me meus coevos
E seja para ti um alento,
Devolva-me a nostalgia
Na rotina que há por dentro,
Devolva-me mil néctares
E morra sem aquecimento.







25 de setembro de 2017

Por quem; vida longa (...).




Por quem você chorou
E por quem você fez chorar,
Dós agudos
Citaram desgostos
De carpi lacrimejar.

Por quem você sonhou
E por quem você fez sonhar,
A página virou
A ficha caiu
É preciso caminhar.

Por quem você se apaixonou
E por quem você fez apaixonar,
Era belo
Quimera realidade
De vontade não impetrar.

Por quem você abandonou
E por quem você fez abandonar,
Ponto e adeus
Por Deus
Quisera lembrança ficar.

Por quem você beijou
E por quem quis te beijar,
Uma dose a mais
Pare o tempo
Que possamos eternizar.







Mantras & mantos, ou prazer devasso.




Despedaço em pedaços
Meus mantras e mantos,
Nunca fiz o que faço
Quando observo e encanto,
Cordas e laços
No apresto me adianto,
Por um ósculo tão devasso
Atendo-me por enquanto,
Entre amasso e amassos
No teu prazer me garanto,
A química bem-faço
Com vontade decanto,
Por ti me desfaço
Com anseio me quebranto.






21 de setembro de 2017

Espelho, espelho meu (...)




Quando olho no espelho, ele sorri para mim. Comumente passamos horas dialogando e falando sobre nós mesmos. Interessante é que sempre temos assunto e nosso embuste nunca parece um monólogo. O mais surpreendente de tudo é que sempre nos entendemos, e, em todo esse tempo de amizade, nunca brigamos ou discutimos um com o outro.

Conversamos sobre tudo, exatamente tudo. De astrologia, medicina, matemática, comportamento humano, ética, politica, religião, problemas da vida, esportes, mulheres, duvidas e certezas, planos para o futuro, mazelas do passado, coisas pessoais, interpessoais e complexidades sem fim.

Creio que amizade, amor, respeito e cumplicidade sejam isso. Embora somos a imagem inversa um do outro, sabemos relacionar respeitando as diferenças.

O espelho nunca me jugou, mas já me mostrou coisas que eu deveria repensar. Já me sugeriu mudanças de visual, de estilo e de posicionamento. As vezes fico pensando; quem dera se o mundo e as pessoas fossem assim, que cada um tivesse o seu posicionamento e soubesse respeitar o do outro. Eu tenho o meu espelho, me espelho e sou espelho para muita gente. A vida me ensinou a refletir a imagem inversa para eu pudesse aprender avaliar e separar o bem do mal.









20 de setembro de 2017

O que é ser manso?




Ser manso
Não é ser passivo e nem reativo.
É ter o conhecimento do que é
E não usar da força para ter que provar alguma coisa.
Ser manso
É ter equilíbrio e domínio próprio.
É não ceder às pressões e aos padrões do mundo.
Ser manso é ser pleno!
É desfrutar da paz no seu apogeu,
É encontrar alegria além da felicidade,
É ser movido pela a razão inerente.
Ser manso
É respeitar as diferenças,
Amar sem recompensas,
Aceitar o sofrimento como causa natural.
Ser manso
É encontrar sentido nas coisas simples da vida
É ter poder e não usar a seu próprio benefício.
Ser manso
É não ser entendido
Ser rejeitado e não se importar com isso.
Ser manso
É ser prospero de entendimento
E pobre de espirito.








De onde, para onde e até onde




De repente você acorda e percebe que o mundo não é nada daquilo que você projetou. Que a vida não é apenas uma metáfora, mas uma realidade transcendente. Que o processo é continuo e chega o momento que temos que abandonar velhas coisas e velhos hábitos. Passamos quase a vida inteira tentando acumular e de um instante para o outro nada tem valor.  Além de coisas, também empilhamos lixos mentais, sentimentais e valores morais – por fim, nada serve para nada.

Dizem que a beleza acaba – é verdade. Mas não somente ela, mas tudo na vida acaba. Enquanto o tempo passa, tudo vai ficando para traz. A própria vida vai se dissolvendo. E o que por ventura sobrar, não terá nenhum valor no fim da vida.

A pessoa pode ter todo dinheiro do mundo, mas no dia da morte o dinheiro não irá salvá-la. A pessoa pode ser a mais bela do mundo, mas no dia da morte a beleza não terá valor. A pessoa pode ser a mais inteligente do mundo, mas no dia da morte a inteligência não terá vigor. A pessoa pode ser a mais de tudo, mas no dia da morte tudo será resumido em nada.

O que trouxemos para esta vida? Nada! O que levaremos desta vida? Nada!

Algumas pessoas espirituais vão dizer que levaremos o conhecimento que adquirimos nesta vida. Contudo, ninguém tem certeza de nada. Ninguém sabe o que está reservado no pós-morte – tudo o que for falado, não passa de conjectura.

É normal às pessoas terem esperança e fé, isso conforta o terror que está em não saber nada após o fim da vida. Outros nem possuem esperança, permanecem céticos ao povir. No fim, todos os caminhos levam a um mesmo objetivo – a morte.

De onde viemos? Onde estamos? Para onde vamos? Milhares de pessoas em todos os tempos e em diversas culturas já fizeram esta pergunta. Grande parte destas pessoas inventaram as suas próprias respostas e se consolaram nela, contudo ninguém tem certeza de nada.

Assim como nosso planeta gira no espaço em vários movimentos de rotação, translação e comutação em direção do nada, assim é vida cheia de mistérios e de perguntas sem resposta.










14 de setembro de 2017

Doença sem cura




Sou uma doença sem cura
Um tipo de vírus que impregna na mente
Perturba a coração
E causa desejos intermináveis.
Não adianta tentar me olvidar,
Pois tenho o poder de penetrar nos sonhos
E perpetuar os sentimentos.
Às vezes fico oculto por anos
Mas quando manifesto
Os sintomas são avassaladores.
Sou o veneno e o antidoto,
A cura do teu amor
E a causa venenosa da tua paixão.
Sou o teu melhor pretexto,
Sou o teu pior desejo.
O teu beijo encontra química nos meus lábios,
A tua falta se supre em mim,
A tua raiva se acalma em meus braços,
A tua solidão se dissipa quando puxo teus cabelos
E suspiro nos teus ouvidos
Arranhando a tua nunca com minha barba.







O que o dinheiro não pode comprar















Desejo agora tudo
Que o dinheiro não pode comprar,
Faço um apelo ao espanto que reside dentro de cada um.
Desejo mais e mais, e cada vez ainda mais a complexidade na simplicidade.

Abro meu coração
Quero me permitir ao encontro,
Experimentar o estalo que promove o novo
Viver a vida sem o peso de apagar o passado ou conjecturar a eternidade.







s@UdaDEs




Volto em tese
Em corpo e espirito (não tenho alma).
Em palavras sinceras
E sentimentos agudos.
Perdoe-me por não saber
Como te conjugar,
Sou um tolo de fato;
Sou de fato pueril.
Desejaria chorar
Mas não possuo lagrimas,
Carrego um fardo leve e suave
Pois não possuo pecados
E não acumulo bens.
Já não me adapto com o mundo,
Já não comungo com as pessoas,
Já não tenho prazer em adquirir coisas.
Desta vida acumulo apenas experiências,
Abraços e beijos.
Desta vida quero apenas levar lembranças
E deixar saudades.







Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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