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21 de setembro de 2017

Espelho, espelho meu (...)




Quando olho no espelho, ele sorri para mim. Comumente passamos horas dialogando e falando sobre nós mesmos. Interessante é que sempre temos assunto e nosso embuste nunca parece um monólogo. O mais surpreendente de tudo é que sempre nos entendemos, e, em todo esse tempo de amizade, nunca brigamos ou discutimos um com o outro.

Conversamos sobre tudo, exatamente tudo. De astrologia, medicina, matemática, comportamento humano, ética, politica, religião, problemas da vida, esportes, mulheres, duvidas e certezas, planos para o futuro, mazelas do passado, coisas pessoais, interpessoais e complexidades sem fim.

Creio que amizade, amor, respeito e cumplicidade sejam isso. Embora somos a imagem inversa um do outro, sabemos relacionar respeitando as diferenças.

O espelho nunca me jugou, mas já me mostrou coisas que eu deveria repensar. Já me sugeriu mudanças de visual, de estilo e de posicionamento. As vezes fico pensando; quem dera se o mundo e as pessoas fossem assim, que cada um tivesse o seu posicionamento e soubesse respeitar o do outro. Eu tenho o meu espelho, me espelho e sou espelho para muita gente. A vida me ensinou a refletir a imagem inversa para eu pudesse aprender avaliar e separar o bem do mal.









20 de setembro de 2017

O que é ser manso?




Ser manso
Não é ser passivo e nem reativo.
É ter o conhecimento do que é
E não usar da força para ter que provar alguma coisa.
Ser manso
É ter equilíbrio e domínio próprio.
É não ceder às pressões e aos padrões do mundo.
Ser manso é ser pleno!
É desfrutar da paz no seu apogeu,
É encontrar alegria além da felicidade,
É ser movido pela a razão inerente.
Ser manso
É respeitar as diferenças,
Amar sem recompensas,
Aceitar o sofrimento como causa natural.
Ser manso
É encontrar sentido nas coisas simples da vida
É ter poder e não usar a seu próprio benefício.
Ser manso
É não ser entendido
Ser rejeitado e não se importar com isso.
Ser manso
É ser prospero de entendimento
E pobre de espirito.








De onde, para onde e até onde




De repente você acorda e percebe que o mundo não é nada daquilo que você projetou. Que a vida não é apenas uma metáfora, mas uma realidade transcendente. Que o processo é continuo e chega o momento que temos que abandonar velhas coisas e velhos hábitos. Passamos quase a vida inteira tentando acumular e de um instante para o outro nada tem valor.  Além de coisas, também empilhamos lixos mentais, sentimentais e valores morais – por fim, nada serve para nada.

Dizem que a beleza acaba – é verdade. Mas não somente ela, mas tudo na vida acaba. Enquanto o tempo passa, tudo vai ficando para traz. A própria vida vai se dissolvendo. E o que por ventura sobrar, não terá nenhum valor no fim da vida.

A pessoa pode ter todo dinheiro do mundo, mas no dia da morte o dinheiro não irá salvá-la. A pessoa pode ser a mais bela do mundo, mas no dia da morte a beleza não terá valor. A pessoa pode ser a mais inteligente do mundo, mas no dia da morte a inteligência não terá vigor. A pessoa pode ser a mais de tudo, mas no dia da morte tudo será resumido em nada.

O que trouxemos para esta vida? Nada! O que levaremos desta vida? Nada!

Algumas pessoas espirituais vão dizer que levaremos o conhecimento que adquirimos nesta vida. Contudo, ninguém tem certeza de nada. Ninguém sabe o que está reservado no pós-morte – tudo o que for falado, não passa de conjectura.

É normal às pessoas terem esperança e fé, isso conforta o terror que está em não saber nada após o fim da vida. Outros nem possuem esperança, permanecem céticos ao povir. No fim, todos os caminhos levam a um mesmo objetivo – a morte.

De onde viemos? Onde estamos? Para onde vamos? Milhares de pessoas em todos os tempos e em diversas culturas já fizeram esta pergunta. Grande parte destas pessoas inventaram as suas próprias respostas e se consolaram nela, contudo ninguém tem certeza de nada.

Assim como nosso planeta gira no espaço em vários movimentos de rotação, translação e comutação em direção do nada, assim é vida cheia de mistérios e de perguntas sem resposta.










14 de setembro de 2017

Doença sem cura




Sou uma doença sem cura
Um tipo de vírus que impregna na mente
Perturba a coração
E causa desejos intermináveis.
Não adianta tentar me olvidar,
Pois tenho o poder de penetrar nos sonhos
E perpetuar os sentimentos.
Às vezes fico oculto por anos
Mas quando manifesto
Os sintomas são avassaladores.
Sou o veneno e o antidoto,
A cura do teu amor
E a causa venenosa da tua paixão.
Sou o teu melhor pretexto,
Sou o teu pior desejo.
O teu beijo encontra química nos meus lábios,
A tua falta se supre em mim,
A tua raiva se acalma em meus braços,
A tua solidão se dissipa quando puxo teus cabelos
E suspiro nos teus ouvidos
Arranhando a tua nunca com minha barba.







O que o dinheiro não pode comprar















Desejo agora tudo
Que o dinheiro não pode comprar,
Faço um apelo ao espanto que reside dentro de cada um.
Desejo mais e mais, e cada vez ainda mais a complexidade na simplicidade.

Abro meu coração
Quero me permitir ao encontro,
Experimentar o estalo que promove o novo
Viver a vida sem o peso de apagar o passado ou conjecturar a eternidade.







s@UdaDEs




Volto em tese
Em corpo e espirito (não tenho alma).
Em palavras sinceras
E sentimentos agudos.
Perdoe-me por não saber
Como te conjugar,
Sou um tolo de fato;
Sou de fato pueril.
Desejaria chorar
Mas não possuo lagrimas,
Carrego um fardo leve e suave
Pois não possuo pecados
E não acumulo bens.
Já não me adapto com o mundo,
Já não comungo com as pessoas,
Já não tenho prazer em adquirir coisas.
Desta vida acumulo apenas experiências,
Abraços e beijos.
Desta vida quero apenas levar lembranças
E deixar saudades.







11 de setembro de 2017

Sou louco




Sou louco
Um tanto assim estranho
Contraditório insensato
Por querer e não saber
Como fazer acontecer

Sou louco
Um poço de frio e calor
Quanto reciproco
Espelho oco
De mim dentro de você

Sou louco
De alegorias sem ponto
Sem vírgulas um conto
Num abraço apertado
De saudade staccato

Sou louco
Com simplicidade aparente
Arranhando paredes
Escrevendo nas calçadas
Coisas de adolescente

Sou louco
Por terror de amor
Olhar penetrante
Momento perfeito
De chegar chegando

Sou louco
Por poesias excitantes
Passeios relevantes
De mãos dadas
E algodão doce

Sou louco
Em polêmicas matemáticas
Pão de queijo com vinho
Sem dados joguinhos
Com sorte ao azar

Sou louco
Desde a 5ª série
Escrevendo cartinhas
Com estórias reais
Que não conto a ninguém

Sou louco
Para copiar o acaso
Rezar a fobia
Assoviar bem alto
Sem objetivo nenhum

Sou louco
Por pedras acústicas
Desenhos de bijuterias
Notas eletrônicas
De “boa noite” e “amém”

Sou louco
Em lábios carnudos
Chutes triviais
Mentiras de escopo
E cheirinho de álcool

Sou louco
E viciado em comentários
De moças inteligentes
Que enxergam o mundo
Como o mundo odeia a gente

Sou louco
Por frases holograma
Dinheiro rasgado
Pizza dormida
E ascendentes do zodíaco

Sou louco
Em dados inventados
Páginas molhadas
Sonhos reais
E cabelos loiros

Sou louco
De vontade acerbada
Frango ensopado
Piada malfeita
E caricias para agradar

Sou louco
Nem sei por quê
Em altos nascentes
De saudade contida
Em contemplar teus olhos






For the valley of desire




Still satisfied contentment
In the fuss of the singing encounter
Tattooed dissonant note
Chest out
A man still intact
With darts without finco think
Will not and will not return to the past
In summer poems lament
Theorems in vowels side by side
In the purity of a virgin in the air
It was a painted noise for me
With crying fools tears
No, it was not noticed
Neither could be observed
No superb simple conformed
With lady looks around
Without cross crucified
Waiting for your kiss to wake me up.






6 de setembro de 2017

Um sentimento contido, dominado e guardado por sete chaves.




Dizem que a paixão é um sentimento ruim, passageiro, voraz e devastador. Nada obstante, é sem duvida o sentimento ao qual mais aprecio. Porquanto, me traz percepções e sensações içadas no meu corpo e na minha alma. Considero como um anseio puro uma vez que sabemos como dosar este perigoso veneno. A paixão é para mim um vicio vitalício, é espécie de doença que não quero cura. O desejo contínuo que este sentimento me propõe, faz-me ser melhor do que realmente sou.

Mas nem sempre foi assim. A paixão já me boxeou e me levou a nocaute. Deixou-me no chão implorando por socorro. Quase morri por um sentimento que não correspondeu as minhas expectativas. Sofri, chorei e desci ao inferno.  Foi lastimável ver um homem forte e cheio de razão padecer como um carente, fraco e miserável.

Ao longo do tempo fui aprendendo a dominar e a lidar com este sentimento, descobri que a paixão é mais fraca que o egoísmo e a individualidade. Entendi que a mesma paixão que poderia me fazer sofrer e me matar era o mesmo sentimento que poderia elevar a sensações da minha carne aos lugares mais sublimes onde repousava o domínio da alma e a compreensão do espirito.

O segredo da paixão é não se revelar ao outro, deste modo, não se nutre de expectativas à própria ilusão. Se estou apaixonado, não falo para ninguém. Guardo este sentimento venenoso tão somente para mim. A outra pessoa não precisa saber disso. Assim ninguém poderá desfazer a fantasia que criei para mim mesmo – nunca, jamais e em tempo algum vai existir decepção. Se a minha perspectiva estiver somente dentro de mim, sou eu que nutro, que alimento e tenho o poder de querer ou não querer.

Estou apaixonado e quero viver para sempre com este sentimento ardendo no meu peito e com aquele frio na barriga. Quero olhar para minha amada e saber que nem mesmo ela poderá olvidar ou obscurecer este sentimento. Quero ter dentro de mim a certeza que esta emoção não será diminuída com o tempo.

Deixe-me viver esta ilusão,
Você não vai sofrer, pois nunca dela irá saber.
Eu vou idear com cuidado, carinho e atenção.

Uma ultima frase vou dizer:
(...) Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar Subentendido…









3 de setembro de 2017

Não me vejo mais




Não me vejo mais com maus olhos
Não me vejo mais com meus olhos
Não me vejo mais do que sou
Não me vejo mais do que posso ser
Não me vejo mais do que ninguém
Não me vejo mais com alguém
Não me vejo mais no inferno
Não me vejo mais me culpando
Não me vejo mais chorando
Não me vejo mais no paraíso
Não me vejo mais no espelho
Não me vejo mais como me veem
Não me vejo mais além
Não me vejo mais aquém
Não me vejo mais me vendo














1 de setembro de 2017

Deuses e Demônios na minha simples, humilde e opaca opinião.




Nada tão hipotético e sagaz como a ideia subliminar de querer e não saber por quê. Quais suas intenções? Ou melhor, o que impele o teu desejo de possuir aquilo que não cabe a tua existência? Por favor, não me venha com conveniências ou frases prontas. Seria mais justo que falasse a verdade, mesmo que ela possa machucar algum de nós.

Como bem sabes, sou melhor escrevendo do que falando. Tenho mais destreza com palavras escritas do que com palavras faladas - desde sempre foi assim. Mas voltando ao assunto e sem mais delongas, qual a tua força de potência? O que te motiva existir e desejar as coisas? O que te faz querer estar na companhia de algumas pessoas?

Vou abranger a conjectura para que possamos desenvolver o assunto.

Suponhamos que você pudesse escolher algum superpoder, qual seria? Viajar no tempo, ler pensamentos, ser imortal, controlar o clima, manipular as pessoas, ter uma força descomunal, ser hiper inteligente, possuir poder de regeneração, ser onisciente, prevê o futuro ou ser onipresente?
Interessante não? Aposto que já desejou alguma coisa do tipo assistindo alguns destes super-heróis. Mas voltando a realidade, o ser humano sempre quis ser pra além desta ficção, sempre buscou pelo metafisico para compreender algo que esteja acima de nós. O ser humano criou deuses e demônios. Contudo, ao longo do tempo muitos foram esquecidos e morreram quando caíram no esquecimento. Entretanto, ainda existe a ideia de algo ou alguma pessoa que criou todas as coisas e controla tudo. Não obstante, ninguém na face da terra consegue provar a existência ou a inexistência deste Deus dotado de todos os superpoderes.

Evidentemente que a ideia de Deus veio sendo aperfeiçoada ao longo da historia da humanidade. Dizem que tudo o que acontece de bom ou de ruim é por vontade absoluta ou relativa de Deus, ou seja, para atribuir soberania a um ser perfeito e poderoso é necessário explicar tudo o que acontece através dele. Antes é necessário deixar bem claro que quem criou esta ideia baseada numa concepção foi o próprio homem. Ninguém sabe ao certo, mas tudo isso pode ser apenas fruto da imaginação que veio sendo passado de pai para filho até tornar algo cultural e universal.

Apesar de ninguém poder provar a existência deste ser, existem pessoas que tem fé ao ponto de afirmar que conversa com o além. Alguns através de sonhos, visões e outros até de forma literal. Hoje é super na moda assegurar que se tem intimidade com Deus. Existem também pessoas que buscam por outras formas de espiritualidade, vivem em busca de espíritos desencarnados, pactos com entidades e até mesmo com o próprio demônio.

É muito difícil julgar que exista ou não exista Deus e o demônio. Pois, as pessoas que dizem ter intimidade com um ou com outro não apresentam provas autênticas. Tudo é baseado na fé, na suposição e nas interpretações religiosas. Por outro lado, quem também não acredita em nada disso, não consegue provar a inexistência destes seres, pois não há experimentos relevantes o suficiente para comprovar que algo espiritual exista ou não exista.

Voltando ao inicio da nossa conversa (...).

Qual a necessidade que tenho de Deus uma vez que todos nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos? A vida, o sofrimento, a alegria, as necessidades e o prazer não é inerente a todos? Não seria mais prudente aceitar a realidade como ela é pra nós? Por qual razão tenho que buscar no além explicações para a vida? As respostas não estão diante de nós? Por ventura o diabo ou Deus pode me obrigar a fazer aquilo que não quero? Ou podem me convencer a não querer aquilo que minha mente e meu coração desejam?

Qual a tua força de potência? Ela brota de dentro para fora ou de fora para dentro? Será que preciso de Deus para perdoar as minha culpas? Será que preciso do demônio para lançar sobre ele todas as minha culpas? Qual a tua desculpa?

É fato que muitos tem medo do que vai acontecer no pós morte. Compreendem que as pessoas boas vão para o céu e as pessoas más vão para o inferno, também há quem acredite que alguns poderão reencarnar para consertar ou pagar pelos os erros da sua vida anterior. Existem centenas de milhares de crenças com relação a religião e a espiritualidade. Mas então, qual é a verdadeira?

Se existem milhares de deuses, qual o verdadeiro? O judaico, o cristão, o islâmico, o hindu, o romano, o grego, o sumério, o babilônico, o asteca, o egípcio – se cada cultura tem uma divindade suprema, a pergunta que não quer calar é “qual seria entre todas é a verdadeira?”.

Por outro lado, não crer em nada é muito mais fácil. Pois basta negar a existência de todos os deuses para afirmar que nenhum deles existe. Será que é prudente pensar desta forma? Se eu negar que as galáxias e que os planetas não existem, eles vão deixar de existir? Chegamos o “X” da questão, ninguém consegue provar a existência ou a inexistência, é uma questão de fé acreditar ou desacreditar. O que para uns é fácil e natural, para outros nem tanto.

Diante deste cenário, continuo cético. Dentro da minha humilde, opaca e simples opinião é que sou limitado - não tenho ciência o suficiente para afirmar ou negar nada. A minha força de potencia são meus sentimentos, pensamentos e o prazeres da vida.  o que me motiva a viver é o trabalho e os sonhos que ainda não realizei.


Deuses e demônios são uma realidade muita distante de mim. 







31 de agosto de 2017

Sim, estou ciente e quero continuar...


















O que eu preciso diariamente
É sentir meu corpo queimando
Ardendo de dentro para fora
E de fora para dentro
Como uma chama que arde
E nunca se apaga.

O que preciso diariamente
É sentir o teu gozo lentamente
Sobre a minha pele
E o teu gosto amargo
Na minha língua
Percorrendo todo teu corpo.






Homem demais (...).


























Sou homem demais para viver de menos
Permaneço fora do tempo
Fora da curva
E fora dos teus conceitos.
Sou homem demais para poucos versos
Desejo mais do que tenho
Mais do que pode me dar
E muito mais do que mereço.
Sou homem demais para apenas um beijo
Careço de carne
Sangue e alma
Quero a tua unção junto com teus medos.
Sou homem demais para poucos segredos
Quero penetrar teu corpo
Gritar alto, ficar louco
E conchegar um novo enredo.
Sou homem demais pelo o que procedo
Minha sina é a liberdade
Desapego da ansiedade
para apreciar e devorar teus seios.







Nem sempre




No assombro do ser
A alma em liberdade
O encontro do saber
Com o clamor da verdade
No deslumbre ver
Desnudo a vaidade
Tão frágil perceber
No teu coração a saudade
Mistérios abster
No aflorar a vontade
Teu afogo acender
No meu peito afinidade
Não mais compadecer
Pelos atos de bondade
Dera apenas perceber
Na aspereza sensibilidade
Acostume-se sofrer
Como alivio na eternidade







A despedida da minha vida, ou tudo valeu a pena, ou ainda quem sabe eu possa voltar.




No meu ultimo dia aqui na terra
Queria saldar a vida por ter permitido
Eu ter existido.
Pois de onde eu vim, não trouxe nada.
Mas daqui levarei saudades
E deixarei versos de lembrança.
Para onde vou ainda não sei,
Todavia, vou guardar com acalanto
As experiências que me proporcionaram
Conhecer a sabedoria
E adquirir maturidade.
Neste dia antes de partir,
Quero recitar minha finda poesia.
Devolver todos os beijos que recebi
Com manifestos de gratidão.
Foi um prazer ter vivido
E conhecido almas gêmeas.
Ter me embreado com vinhos
E deliciado o prazer do fruto proibido.
Se pudesse voltar outras vezes
Mil vezes eu voltaria.
Foi bom sofrer e amadurecer,
Sentir dor e apreciar o amor.
Tive momentos de céu na terra
E glorias no inferno.
Não consigo descrever
O quanto foi sublime evolver
Sentimentos e pensamentos
Pelo qual não havia ciência.
Realizei fantasias,
Desenvolvi paradoxos,
Aprendi a tocar e a cantar desafinado.
Vivi na mesma terra
Onde viveu Nietzsche e Jesus Cristo,
Ressalvei as fases da lua.
Debrucei-me nos poemas de Nardella
E nas ironias de Bukowski.
Foi edificante ouvir milhares de “não”,
Com eles aprendi a valorizar o sim.
Nunca amei ninguém
Mas por muitas mulheres fui amado.
Pude viajar e conhecer parte do mundo,
Trabalhei, estudei e evoluí.
Tudo valeu a pena,
Cada segundo,
Cada lágrima e alegria.
Se eu for antes
E não tiver oportunidade de agradecer,
Meu reconhecimento está feito.







Um canalha no limbo




Que culpa tenho de ser quem sou? Sem dúvidas, todas as acoimas são minhas. Sou delatado a todo o momento pelo meu pensamento e pela a minha própria boca que insiste balbuciar delinquências que não cometi, mas que tenho muita vontade de fazer. Um canalha em potencial? Ainda não sei, mas gostaria muito de encontrar sentido e méritos naquilo que as pessoas pensam a meu respeito. Sou condenado e executado todos os dias na guilhotina que mesmo inventei para decapitar ideias e ideais convenientes a minha arrogante maneira de pensar. Contradizente? Não! Poderíamos afirmar que existem lacunas, ou melhor, um abismo antagônico entre o que sou e o que eu queria ser.

A psicose é como um cálice de vinho raro que poucos tem o prazer de degustar. É fácil condenar aquilo que não se conhece, é conveniente aventar sobre o assunto que não se tem domínio. Talvez os loucos estejam certos sobre outros e abrangentes pontos de vista. Mas o nosso convencionalismo não nos permite enxergar que não existe verdade absoluta. Porquanto, todas as pessoas tem boas justificativas para suas mazelas.

Deixe-me esmorecer neste absinto. Já não tenho poder de variar no que sou taxado. Teus conceitos ao meu respeito não vão mudar, meus preconceitos em deferência ao mundo também não vão modificar. Então, deixe como estar e não há mais nada a fazer.

Todas as pessoas estão certas sobre o seu próprio egoísmo. É fantástico isso, é um modo de defesa natural. Entende? É uma espécie de desejo satisfatório. É cupidez pela a utopia de realização através de coisas ou pessoas. É uma dependência igualitária por aceitação e autoafirmação. Muitos se afogaram neste mar e morreram sem antes encontrar significado para este deturpo de querer o que não tem e de ser o que não é. Quem disse que não sou o que sou, mas sou o que tenho? É uma analise no mínimo complexa, pois uma vez que tenho tudo e abro mão de todos os bens para viver uma vida mais humilde, deixo de ser? Ou me encontro com o meu verdadeiro “EU” que não era nada ou apenas tinha?

Sou “canalha” por não andar e não aceitar os arquétipos da multiplicidade? Agora não talvez, mas prefiro se definido assim. Já não me importo com adjetivo pejorativo a minha pessoa. Nada obstante, não queira saber o que penso. Pois se soubesse, desejaria me lançar no Limbo para purificar juntamente com as almas penosas.  






Prolixo, ou pela redundância que não tem preço.




Com tal e apreço me desconheço,
Em cavo de pujança me abasteço,
Sem contrariedades me aborreço,
É a força de potencia meu adereço,
Sem conveniência latente adormeço,
Pelo o que fala e não sente – agradeço.

Pelo o desejo dos teus beijos alvoreço,
Nas penúrias das madrugadas amanheço,
Com sussurros aos pés do ouvido amoleço,
Aos gozos intermináveis apeteço,
Por um afeto de estação bem-mereço,
Por uma estória sem fim careço.

Um sentimento sincero ofereço,
A reciprocidade é meu preço,
Se não for assim, nem começo.
Se houver outro parecer, compadeço.
Com cantos desatinos desfaleço,
Se não tiver sentido, desapareço.

Faz-se tanta questão, emagreço.
Se não faz, emudeço.
Com você do meu lado enalteço,
Sabes meus defeitos e meu endereço,
Por tua fatuidade também envaideço,
És a verdade a qual me esclareço.

Com firmeza e braveza me estabeleço,
No verbo da vida me fortaleço,
Pelo o teor que demuda obedeço,
Sem intento e cata, permaneço.
“Ainda não sou nada”, confesso e reconheço.
Nas sinas das madrugadas prevaleço.


















30 de agosto de 2017

A culpa do outro




A culpa sempre será do outro que não me obrigou a pecar, mas que me fez enxergar o bem e o mal. À culpa sempre será do outro que não me amou como eu mesmo nunca fui capaz de me amar. A culpa sempre será do outro que não teve a competência de ser para mim aquilo que jamais pude ser para alguém. A culpa sempre será do outro pela a minha infelicidade e pelas angustias que sempre plantei e que agora estou colhendo. A culpa sempre será do outro por não enxergar em mim aquilo que nem mesmo eu posso ver. A culpa sempre será do outro por ter preferencias e não me aceitar da forma que sou. A culpa sempre será do outro pelas as frustrações que tive em outros momentos e que agora não consegue me compreender. A culpa sempre será do outro pelo o vazio que habita em mim e que nada consegue preencher. A culpa sempre será do outro pela a falta de concepção das mazelas que cada ser humano carrega do seu passado.

Eu como do fruto proibido
Mas a culpa é do outro,
Sou vazio daquilo que estimo
Mas a culpa é do outro,
Já não mais me amo e admiro
Mas a culpa é do outro,
Sou passivo e não me aproximo
Mas a culpa é do outro,
Choro e me deprimo
Mas a culpa é do outro,
Quando calo - me comprimo,
Mas a culpa é do outro,
Sou infeliz no meu intimo
Mas a culpa é do outro.


Enfim, a culpa de tudo sempre será do outro!







Por um filho ou um adventício ofício.




Que fosse ainda e sempre mais simples
Não houvesse a necessidade de explicar
E nem a pretensão incutida explanar,
Que os olhos pudessem apenas olhar
Sem a coação e o intento ocultar.
Já não espero mais
E não tenho tempo para perder,
Já não prometo mais
E não espero nada acontecer,
Contento-me com o que tenho e com o pouco que sou.
Por um mundo sem imperatividade,
Onde não existam verdades liquidas.
Por um mundo sem pressagias,
Aonde quem vai sobre jaez de quem fica.
Não há mais indigência considerar
Ou conjugar o verbo sem tempo,
Tão pouco lacrimejar a veleidade
Que quimera um dia acontecer.
Dera-me apenas o que queres
Ou que acha em mim não merecer.
Foram muitas expectativas
E inúmeras despedidas,
A certeza passou de longe
E acenou de relance estiva.
Sobrou-se graves e faltaram agudos – não sei.
O que presentemente imagino e estimo
É a inocência que não abalizei. 







18 de agosto de 2017

A verdade por de trás das cortinas do teatro da vida, ou o poder de não escolher.




Não quero escolher. Não preciso escolher. Não tenho mais o direito de escolher. Pois, decidi não escolher nada.

Dizem que a vida é vontade de Deus, outros vão dizer que obra do acaso e/ou fruto do destino. Mas há também que diga que a vida só tem sentido pelo o poder que temos de escolher entre uma coisa e outra.

Sinceramente, por muito tempo andei perdido entre estes labirintos. Sempre me apresentaram dualismos e pontos antagônicos como: “bem ou mal, bíblia ou ciência, preto ou branco, direita ou esquerda, teísta ou ateu, verdade ou mentira, salvação ou condenação, capitalismo ou comunismo, Real Madri ou Barcelona, graça e lei, EUA ou URSS, bonito ou feio, céu ou inferno, sábio ou ignorante, alegre ou triste, sim ou não” (...).

Por muito tempo o mundo que me apresentaram tinha apenas dois lados e eu era sempre obrigado a escolher entre um e outro. À medida que escolhia um se tornava inimigo do outro. Sequer me deram a opção de não escolher ou escolher uma terceira opção. A vida parecia um jogo pelo qual o meu futuro dependia estritamente de uma opção e outra. Eu nunca conseguia compreender a razão deste vaivém. Já que não havia vitoriosos, mas sempre um lado frustrado e submergido.

 Isso foi me cansando e me desgastando (...).

Eu estava dentro do sistema, mas de alguma forma sentia que não pertencia a ele e nem fazia parte dele. A matrix tentava me direcionar, mas algo dentro de mim como uma força de potência tentava me libertar. Por muito tempo eu pensei o que eles queriam que eu pensasse, eu falava o que eles queriam que eu falasse, eu fazia o que eles queriam que eu fizesse – eu era manipulado o tempo todo, mas não tinha uma consciência plena a respeito disso.

O mundo te propõe e ao mesmo tempo impõe padrões, formalidades, ritos, responsabilidades e obrigações. Se pararmos para observar as pessoas, chegaremos à conclusão que quase toda a humanidade caminha na mesma direção. E não importa a sua escolha ou o lado escolhido, pois os caminhos seguem em paralelos e se encontram no final da linha. Toda a verdade do mundo é relativa, o que é certo em um lugar é errado no outro e vice-versa.

Existem padrões e receitas de todos os tipos para ser feliz, bem sucedido, ter status, ser prospero, ter liberdade e ser respeitado. Contudo, poucas pessoas tem ingresso a estes conhecimentos. Não me refiro a livro de autoajuda, filosofias, truques, mandingas, sorte, orações ou coisas do tipo. A ciência da verdade é muito mais profunda e complexa.

Pouquíssimas pessoas chegaram a esta conclusão e os que chegaram decidiram não participar e não compactuar deste jogo de perde-perde. Quando sou obrigado a escolher entre uma coisa e outra, a minha decisão é não escolher. Visto como a pessoa que tem que optar entre direita e esquerda é certamente a pessoa que se encontra embaixo e nunca em cima. As pessoas que se limitam entre deus e diabo ou céu e inferno seguramente não pensam e se entregaram a conjecturas hipotéticas. As pessoas que discutem ente socialismo ou capitalismo não tomaram consciência que é a mesma coisa, ou seja, no socialismo o poder está nas mãos do estado e no capitalismo o poder nas mãos de quem possui capital – quem está embaixo sempre será massa de manobra. É necessário abranger o entendimento e compreender que entre o preto e o branco existem centenas de milhares de tons de cinza. A ideia de feio ou bonito é relativo ao padrão adotado. Logo, se não existem padrões, também não existem formas de se comparar entre uma coisa e outra. Os valores estão trocados e os princípios invertidos, os ignorantes arrotam supostas verdades e os sábios são taxados de loucos e antiquados. É justamente neste momento que adoto a “lei do silencio”, ninguém sabe se sou sábio ou um louco ignorante.


Pense nisso!







17 de agosto de 2017

A insignificância da minha ignorância





















Que ainda haja acatamento
Entre as duvidas e a certezas que pairam sobre o ar,
Hipoteticamente dizendo
O desejo prevalece sobre aquilo que não se pode dominar.
São tantos anseios e expectativas
Que o coração já não sabe quais razões abdicar.
Paro, penso e escrevo;
Mas de nada adianta palavras afleumar.
Foi um afeto conjugado no futuro do pretérito
Que alanceou preconceitos no meu peito anexar.
Foram noites dramáticas afio
Que de nada adiantou dogmas antagonizar.
Volto agora e recolho-me a insignificância
Balburdiando a ignorância a me amparar.










14 de agosto de 2017

Inerente ao ser humano




Estou tentando compreender porque diabos as pessoas mentem. Uns por força do hábito e outros por maldade. Mas há também que mente de forma passiva, inconsciente e indiretamente. O pior de tudo é que este tipo de gente acaba acreditando na própria mentira.

São mentiras de todos os tipos e para todos os gostos (...).

Os homens mentem para contar vantagens, as mulheres metem para não expor suas mazelas e maldades, as crianças mentem para afirmar a inocência que não tem, os religiosos metem por ignorância e outros por avareza, os políticos metem para ocultar suas corrupções, a mídia mente para manipular o povo, os advogados mentem para justificar seus clientes, os cientistas mentem para confirmar suas teorias, os professores mentem para doutrinar seus alunos, os vendedores mentem para venderem seus produtos, por fim, não importa o sexo, a ideologia, a classe social ou a religião - todos mentem por inúmeros motivos.

Dizem que o diabo é o “pai da mentira” – mas nunca vi mentindo ou enganando ninguém. As pessoas pecam por vontade própria ou para alimentar a luxuria, a avareza, a cobiça, a ambição, a inveja, os ciúmes, a vingança e outros desejos negativos.

Parece que a mentira é inerente ao ser humano. Contudo, falar a verdade é uma boa opção para combater este mal e andar na contramão deste sistema.

Busque falar e viver a verdade - ela te libertará.











Etcetera e Afins (...).





De longe permaneci observando
”Quase inerte”.  Todavia,
Analisando as razões
Que impulsionam as alianças sem propósito.

Sonhos enclausurados em prisão sem grades.
Vontades contidas e amarguradas.
Frustração obliqua constante (...).
A realidade não é nada do que pensávamos.
Muitos se perderam
E morreram ao longo deste êxodo da liberdade,
Outros tentam voltar na contramão,
Mas esta alameda não permite regresso.
As pessoas carregam as marcas das feridas
E os fardos das escolhas precipitadas.

De longe ainda continuo observando
E tentando compreender o vazio que compõe
Tais formalidades.









Hino que não procrastino




Felicidade não é simplesmente o destino
Antes o próprio caminho.
Descreveria como a plenitude
Em conta gotas nos dias afino.
É um gozo alcalino
Num olhar inocente de menino.

Felicidade é a vontade a qual assino
Pelo o desejo que confino. 
Poderia integrar a solitude
Pelos belos seios que admiro.
É um doloroso bem querer
No afagar do prazer que imagino.

Felicidade é afinidade que atino
É alacridade que não desafino.
Componho versos com força e atitude
E amo a vida sem o pesar interino.
Ser generoso por entender
Que a plenitude é por mais divino. 







10 de agosto de 2017

Lilith, ou o amor da poesia em versos.




Dera-me a sabedoria para escrever a mais bela poesia
Ou quem sabe, o entendimento para compreender as coisas ocultas da vida.
Desejaria o poder de aprisionar anjos e destruir demônios
Juntamente com a possibilidade de assassinar todos os deuses.
Queria as chaves da morte, da vida e do inferno.
Junto com a faculdade de acumular riquezas.
Poderia acamar as ninfas de Salomão
Ou o desejo infamo pelas as castas da Babilônia.
Miraria a capacidade de possuir e não querer ser,
Como que obtém a falange da inteligência feminina.
Por tantos e quantos gozos de jubilo
Cantaria um “Shemá” desafinado ao infinito do universo
E rasgaria as paginas da bíblia e escreveria uma nova historia.
Faria migalhas de apocalipse e entoaria salmos em todas as praças da cidade.
Andaria pelado como Isaias
E atiraria pedras quem não concordasse comigo (assim como Moisés).
Amaria todas as noites a serpente do Éden
E enviaria Eva para morrer solitária no deserto de Eufrates.
Tocaria harpa, címbalos e cânticos aos prazeres da vida e do universo.











9 de agosto de 2017

A árvore do bem e do mal, ou não poder, não dever, não querer - mas apenas ser.




O conhecimento é o fruto da árvore do bem e do mal.
Nele há perda da inocência,
O saber desfaz a graça do assombro
E cria uma realidade paralela segundo os desejos da nossa carne.
Chega ser perturbador
E angustiante ter sempre que escolher entre uma coisa e outra.
Seria mais fácil ter o poder de não optar,
Assim não erraríamos.
A concepção de livre-arbítrio é aterrorizante,
Porque embora tenha escolhas
É tendencioso o ser escolher o mal.
O homem tem prazer
E busca completude no pecado (se é que me entende).
O ser humano é tendencioso ao mal
E tentado pelos seus próprios desejos e cobiças.
É uma espécie de vazio que habita dentro do coração
E perturba a continuamente a mente.
Por mais que todos neguem
O homem quase sempre pensa uma coisa,
Fala outra e faz outra completamente diferente.
É um conflito continuo entre querer, poder e dever.  
O que quero, não posso.
O que posso, não devo.
O que devo, não quero.
Como posso resolver?

Seria mais obvio não poder, não dever, não querer – mas apenas ser. 







Por cantares da filosofia e da poesia em defronte a realidade que Deus expirou em presença da verdade que o mundo não consegue enxergar.




Tenho meus conceitos e preconceitos, muitas teses e teorias (...). Geralmente, as pessoas não concordam com minhas ideias e ideais, mas elas não conseguem contra argumentar ao ponto de me fazer mudar de opinião ou pelo menos me fazer enxergar um novo ponto de vista. Não que eu esteja sempre certo ou seja o dono da razão (longe disso), mas minhas apreciações são fruto de experiência e observação do comportamento humano. Já estudei teologia, psicologia e hoje estou mergulhando nos oceanos da filosofia e da poesia.

Antigamente eu tinha certeza de tudo. Nunca fugia de um debate ou um embate de ideias. Adorava explanar colocando ponto final e exclamação ao final de cada frase. Na minha mente eu estava certo e o mundo errado. Eu queria mudar e dominar o mundo!

Mas ao longo deste caminho alguma coisa aconteceu, ou melhor, muitas coisas aconteceram. Eu adorava lançar a primeira pedra, mas quando recebi a primeira pedrada na fonte o meu mundo desabou. Aquele mundinho heliocentrista se desfez como se rasga papel. Passei por um longo processo de desconstrução e revisão de prismas.

O meu Deus expirou (amém)
E meus sentimentos também.
O meu medo se foi
Com meus pecados para o além.
Nunca mais chorei
Ou sofri por alguém.
Fui ao inferno assassinar o diabo
E ele morreu como um “Zé-ninguém”.
As forças que me oprimiam
Hoje não mais me advém.
Os fardos que carregava
Mais nada contém.
Libertei-me do mundo que me agonizava
E agora de nada sou refém.
Não preciso de drogas,
Nem de religião e nem de harém.
Sou prisioneiro da liberdade
Pela a solitude que me provém.

As respostas não estão nas afirmações e nem nas perguntas. Talvez, ela esteja defronte aos nossos olhos, mas não conseguimos perceber. Os nossos anseios e traumas não nos permitem enxergar o obvio. O que acreditamos ou fazemos não muda a realidade, mas o que somos.

Mas o que somos?

Somos um reflexo embaçado e por isso não conseguimos enxergar o outro lado.













Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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