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4 de fevereiro de 2015

Apenas olhar, ou nada além disso.



A noite era uma criança e a gente ficava se olhando, se encarando e imaginando o momento oportuno da aproximação. Você me reparava e ao mesmo tempo desviava o olhar. Eu a afrontava diretamente e frontalmente sem medo, de receio e sem respeito. E assim ficou e se arrastou por toda a madrugada. Você esperava de mim uma atitude e eu de você coragem de me olhar abertamente. Eu só precisava ter certeza para aquele instante não ser desnecessário e não perder tempo. Você jogava como alguém que não tem nada a perder.

Por fim...

Todo este tempo foi apenas contemplação ou consternação; nada, pois absolutamente nada aconteceu além daquilo que tinha para acontecer.


Achei supérfluo saber o seu nome e pegar o número do seu telefone, pois no outro dia eu não iria ligar mesmo. Você esperava a indaga da questão para passar o número do telefone errado. Mas, este jogo que está aprendendo a jogar; eu dou aulas.








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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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