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23 de dezembro de 2012

Um novo começo para o fim do mundo.





No dia que você foi embora eu fiquei sentido saudade de tudo o que não vivi. Como um edifício abandonado experimentei o vazio de uma estrada sem ninguém. Observei o por do sol até chorar da lua cheia, arranhei versos no violão e me debrucei no momento que a realidade me transpassava (parecia uma miragem).

O vento soprava forte
E me trazia sossego e desespero ao mesmo tempo,
Não sei explicar o salto da dimensão,
Tão pouco a razão que se despedaça a cada momento.

Sozinho caminhei, sorri e chorei...
Por entre as ruínas dos meus sentimentos tentei escrever uma poesia e erguer um altar. Pelas as vigas que construi sem alicerce escalei e no topo sentei para observar os fios arrebentados do teu cabelo. O silencio tomava conta de tudo e falava mil coisas ao mesmo tempo.

Meu olhar cor de mel permanecia pequeno e profundo,
Viscoso como as sombras.
Meu coração batia sem compasso
E meus pensamentos sem sentidos permaneciam sem orbita.

Cada instante casual era cerimonial. Parecia uma festejo fúnebre irrigado de alivio, de pólvora, de ternura, de gasolina, de paixão, de vazio e de falta daquilo que não falta mais. Daquele baque em diante uma historia se rompeu para cada vida trilhar seus atalhos. 





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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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