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16 de junho de 2017

Bem devagar, ou o que me resta nunca falar.




Ao meu apreço eu desatento
Nos estilos não expostos me perco
Jazigo no vácuo que habita dentro de mim
No estro que se compõe e não tem fim.

De dantes ao presente momento
Meu pensamento dilacera meus sentimentos
Já não morro de contrição
Pois vivo desde sempre nesta condição.

Foi uma estória em seus meios composta
Que me trouxe na agulha a resposta
Como um livro me prendeu atenção
Aflito correu sem direção.

Jurou-me apego por toda a vida
Promessa apagada e esquecida
Foram baques de milhões esquecidos
Como a mensagem que transpassam os ouvidos.

Não reclamo – apenas observo,
O que fiz e hoje não nego.
Resta-me agora esputar bem devagar
A vontade que tenho de nunca falar.











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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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